A internet como ferramenta para a democratização do conhecimento
Enviada em 16/11/2021
Desde a Revolução Técnica-Científica-Informacional, é notório o grande avanço tecnológico desencadeado pela ciência e indústria. Proporcional a este desenvolvimento, observa-se a crescente onda da internet e o alto acesso às comunidades virtuais, bem como o direito à informação. No entanto, a desigualdade social e a omissão escolar impedem a universialização desse cenário.
Sob esse viés, é importante ressaltar a dissemelhança econômica como agente contribuinte para a restrinção do direito à informação. Nesse sentido, tal situação alude-se ao pensamento do político alemão Adenauer “todos vivem sobre o mesmo céu, mas nem todos sob o mesmo horizonte”, pois, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 1 em cada 5 brasileiros não possuem acesso à internet, representando cerca de 40 milhões de pessoas no ano de 2019. Nessa lógica, apesar do grande crescimento técnológico proporcionado pela globalização, ainda se mantém relevante o número populacional impossibilitado de tais direitos, o que é fruto do baixo poder aquisitivo e da precariedade da oferta de serviços, prejudicando a educação, socialização e principalmente a garantia do direito à informação dessa parcela social.
Ademais, a negligência do ambiente escolar impede o combate ao revés supracitado. Nessa perspectiva, a escola, como pilar fundamental de educação infantil e juvenil, possui função essencial na formação de cidadãos habilitados para a vida moderna, bem como saber usufruir dos benefícios estimulados pelo desenvolvimento tecnológico. Entretanto, assim como expõe Vera Maria Candau, o sistema educacional atual está preso nos moldes do século XIX, e não oferece propostas significativas para as inquietudes hodiernas, visto que, a educação vigente, por focar apenas na reprodução de conteúdos pragmáticos, é omissa na instrução tecnológica dos alunos. Por conseguinte, adolescentes não são instruídos a usarem a internet em busca de conhecimento, gerando assim, indivíduos medíocres, sem opinião determinada e usuários da comunidade virtual para fins de entretenimento.
Diante disso, cabe ao Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, juntamente com o Ministério da Tecnologia, proporcionar infraestrutura necessária para que o país possa expandir sua área de cobertura de internet, por meio de investimentos em fibra óptica, além de propor subsídios para que a população carente possa arcar com o custo mensal do serviço, com a finalidade de democratizar o acesso à internet para toda a população. Outrossim, o Ministério da Educação deve desenvolver aulas de informática nas escolas, por meio da alteração da grade curricular, com o intuito de capacitar o cidadão para o uso mais eficaz, isto é, como instrumento para a obtenção de conhecimento. Assim, a informação e o saber seriam democratizados.