A internet como ferramenta para a democratização do conhecimento

Enviada em 06/10/2022

Tim Berners-Lee, criador do World Wild Web (WWW), acreditava que todo conhecimento poderia ser compartilhado e acessado por meio de uma ferramenta comum: a internet. Todavia, a má distribuição da rede limita o potencial de democratização do ensino dessa ferramenta no Brasil, em especial no que concerne à desigualdade social e à omissão pública. Sendo assim, é fulcral a adoção de medidas que mitiguem o infortúnio.

À vista desse cenário, a disparidade sócio-econômica motiva a dificuldade de acesso à internet. Sob esta ótica iminente, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações divulgou em pesquisa que um quarto das casas brasileiras não possuem internet. Nessa lógica, parte significativa dessas casas são de cidadãos marginalizados que, restringidos por suas rendas, são vítimas de um “apartheid virtual”, impossibilitados de se conectarem a rede, o que restringe o acesso e direito à educação. Dessarte, é medular ampliar o acesso digital.

Outrossim, a negligência estatal corrobora para persistência do problema. Consoante a isso, o sociólogo Bauman desenvolveu o conceito de “instituição zumbi”, no qual visa descrever, metaforicamente, a falência das grandes instituições, já que mantiveram sua forma, mas perderam sua essência. De maneira análoga, os centros informativos públicos, como escolas e bibliotecas, quando presentes, possuem infraestrutura defasada, que priva a comunidade de se inserir no ambiente digital. Destarte, revela-se a imprescindibilidade de aprimorar as estruturas de aprendizagem disponíveis à sociedade.

Portanto como um filtro de ampliar o acesso internet no país o Ministério da Educação, responsável pelas diretrizes e políticas educacionais, deve promover uma reforma digital nas escolas e bibliotecas locais públicas, por intermediário da adesão de redes Wi-Fi, com computadores e aparelhos eletrônicos para uso em aprendizagem. Além disso, as salas com acesso a internet seriam liberadas para o público em turnos fora do horário de aula, por um tempo fixo, o que democratiza o uso da ferramenta. Assim, o WWW poderá ser usado como foi idealizado por seu criador.