A internet como ferramenta para a democratização do conhecimento

Enviada em 24/10/2022

Em meados do século VI, o historiador bizantino Procópio escreveu o texto “Anekdota”, com inúmeras falácias atribuídas à figura do imperador Justiniano, lhe arruinando completamente a reputação. Embora tratem-se de períodos históricos distintos, na sociedade contemporânea, a difusão de informações, sobretudo na internet, tornou-se facilitada. Todavia, a falta de contemplação para com todos, em decorrência de seu acesso não democratizado, pode acarretar problemas, tornando imprescindível a análise de suas causas, consequências e possíveis soluções.

Primeiramente, é importante ressaltar que, o meio virtual tornou-se um ambiente facilitador da integração cultural e troca de informações entre distintas sociedades pelo mundo. No entanto, conforme indica o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 28,2 milhões de brasileiros ainda não possuem acesso à internet. Sob essa óptica, o cenário de restrição ao qual tais indivíduos estão submetidos escancara a situação da desigualdade social, demandando a atuação estatal para remediá-la, promovendo o acesso à tecnologia para todos.

Ademais, parafraseando o célebre escritor norte-americano Mark Twain: “é mais fácil enganar uma pessoa do que convencê-la de que está sendo enganada”. Nesse contexto, a internet, quando utilizada de maneira equivocada, pode agir como uma transmissora de informações falsas, com velocidade de propagação muito maior do que as verídicas, conforme afirma o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Dessa forma, é necessário pensar em maneiras de incorporar a utilização adequada do meio virtual no cotidiano de maneira correta, não apenas como uma ferramenta, mas como integrante da vida escolar.

Diante dos argumentos supracitados, torna-se necessário a atuação do Estado, por meio do Poder Executivo, direcionando verbas para a criação de parques tecnológicos e culturais gratuitos nos municípios, mitigando a desigualdade para com a população carente. Além disso, os ministérios da Tecnologia e da Educação devem instruir profissionais qualificados para orientar os indivíduos menos favorecidos sobre o uso da internet, mitigando a disseminação de notícias falsas. Dessa forma, espera-se que essa problemática seja paulatinamente erradicada.