A internet como ferramenta para a democratização do conhecimento
Enviada em 04/11/2022
Carlos Drummond de Andrade, em sua poesia “Cidade Prevista”, idealiza uma sociedade harmônica e igualitária. Desse modo, observa-se na contemporaneidade, que a internet funciona como extensão das relações sociais e desempenha o papel de democratização do conhecimento. Nesse viés, é preciso analisar os impactos tecnológicos na educação e as consequências exclusivas da população que não possui esse acesso.
A princípio, urge mencionar que na atualidade há mais possibilidades de buscar conhecimentos, uma vez que, com o uso da internet, todas as informações básicas ali estão presentes. Nesse sentido, o disposto no artigo 6º, da Constituição Federal torna-se iminente, tendo em vista que é direito social o acesso à educação, seja por meio remoto ou por presencial. Assim, com o uso correto da internet para o aprendizado, o/a interessado/a pode buscar conhecimentos e saberes nos navegadores, a exemplo disso, tem-se que basta dar um “google”, atual gíria popular, que é possível encontrar obras de Machado de Assis, Fernando Pessoa, Clarice Lispector e outros, de modo fácil, rápido e acessível.
Outrossim, ainda que seja comum o uso da tecnologia na atualidade, é de conhecimento de todos que a desigualdade social contribui para a exclusão da população vulnerável economicamente. Diante disso, nota-se que na Pandemia Covid-19, tornaram-se necessárias as aulas à distância, no entanto, ficou evidente que não eram todos os alunos que tinham acesso a internet e aparelho eletrônico para conseguir assistir a essas aulas. De acordo com dados do G1, divulgados em 2021, cerca de 40% dos alunos da periferia não tinham acesso ao ensino remoto, dificultando assim, a democratização do ensino “online”.
Portanto, ante o exposto, conclui-se que, ainda que seja universal estar conectado à internet, observou-se conforme a exposição supracitada que não há a igualdade nesse recurso tecnológico. Dessa forma, medidas são necessárias para solucionar o entrave, cabe ao Governo Federal atribuir políticas públicas de acessibilidade estudantil, como as realizadas no Estado do Paraná, em que o Governo disponibilizou aparelhos celulares para que os alunos pudessem realizar as atividades remotas, assim, houve a garantia da igualdade entre todos.