A internet como ferramenta para a democratização do conhecimento
Enviada em 09/11/2022
Na série “Dilema das Redes”, é exposto que as redes sociais e aplicativos de celulares foram criados intencionalmente para serem viciantes e moldarem o comportamento dos usuários. Segundo o empresário Americano Steve Jobs a tecnologia muda o mundo, entretanto, apesar dos infinitos recursos e contos disponíveis pelos meios tecnológicos, ainda há na sociedade contemporânea uma democratização ao acesso e informação proporcionado pela mesma. Sob esse viés, a dificuldade ao acesso digital e a educação precária contribuem com o problema.
Nesse cenário, há a questão de desprovimento populacional ao acesso digital. De acordo com o geografo Milton Santos, " o mundo inteiro é globalizado, mas a globalização não chega em todos os lugares". Sob tal pensamento, o relatório realizado pelo Instituto Brasileiro Geográfico e Estatístico ( IBGE) afirmar que um a cada cinco brasileiros tem acesso a internet, totalizando apenas 32% da população. Assim, a desigualdade social se agrava, excluindo uma parte populacional, principalmente os mais pobres desprovinidos de acesso ao meio digital.
Ademais, de acordo com o filósofo e pedagogo Paulo Freire, a educação é a base mais importante para a formação do ser humano enquanto cidadão, obtendo assim, a função de transformar a sociedade. Nesse sentido, a Base Nacional Comum Curricular contempla o desenvolvimento de competências e habilidades relacionadas ao uso crítico e responsável das tecnologias digitais de forma transversal – presentes em todas as áreas do conhecimento. Contudo, apesar de ser previsto na Constituição de 1988 e ser dever do Estado garantir de forma íntegra educação para todos, apenas 10% das escolas - em sua maioria, privadas- fazem uso da tecnologia para ampliar o conhecimento.
Portanto, para que se resolva tais problemáticas, é necessário que o Estado crie uma ONG tecnológica gratuita, que disponibilize acesso aos meios virtuais com o intuito de facilitar o acesso para aqueles que não possuem. Por fim, urge que o Ministério da Educação modifique a grade curricular das escolas, dando espaço para uma disciplina obrigatória sobre Tecnologia e Computação, voltadas para o desenvolvimento e de uso das tecnologias nas escolas, com o objetivo de disponibilizar o acesso ao conhecimento.