A internet como ferramenta para a democratização do conhecimento

Enviada em 11/11/2022

A Lei do Marco do Civil da Internet afirma que o acesso à internet é fundamental para o exercício da cidadania. No entanto, no contexto atual, sabe-se que tal lei não é efetiva na prática, uma vez que a ausência de infraestrutura nas escolas públicas e, sobretudo, o precário acesso à internet pela sociedade mais carente acentuam o não exercício da cidadania. Nesse sentido, nota-se uma imagem de omissão e de desleixo que apadrinha o futuro do país.

Essa assertiva deriva, em especial, da pífia ação da máquina estatal nessa área. De acordo com a Constituição Federal de 1988, o direito à educação de qualidade é garantido a todos. Em contrapartida, o Estado não concretiza esse princípio, visto que a má distribuição da internet em colégios públicos e, por tabela, a inexistência de investimento nesse setor dificultam a democratização do conhecimento através dessa ferramenta. Com isso, impede que transformações educacionais ocorram, haja vista que grande parte da coletividade não possui os mesmos benefícios por causa da forte desigualdade social, como o site Tecnologia da Informação e Comunicação da educação (TIC) aponta que 37% das escolas públicas não possuem acesso à internet. Logo, mostra-se um governo ineficiente em garantir a essa parcela o Direito Constitucional conquistado.

Por sua vez, outro fator é o papel apático do olhar coletivo nessa temática. Na ótica de Lya Luft, em seu texto “Alegres e Ignorantes”, a autora postulou: “Mas, se somos desinformados, somos vulneráveis”. A esse respeito, quando a sociedade não enxerga o valor da democratização do conhecimento com prioridade, gesta-se uma geração de embrutecidos relegados ao limbo da desinformação, e não menos perigoso, a vulnerabilidade social, como a exclusão de uma parte da coletividade, por exemplo, os moradores da zona rural que muitas vezes sofrem com a ausência desse meio. Assim, o escasso acesso à internet dificulta para que ocorra uma contribuição efetiva para essa democratização educacional.

Infere-se, portanto, que, nessa problemática, o Estado deve tonificar os investimentos nesse área, por meio de verbas destinadas para a solução dessas agruras, promovendo a disponibilização de cyber gratuitos, a fim de barrar o percurso da desigualdade permanente no país.