A internet como ferramenta para a democratização do conhecimento

Enviada em 31/10/2023

Resultado direto da Terceira Revolução Industrial, a internet modificou de maneira massiva a sociedade do século XXI, sobretudo, por fornecer uma vasta gama de informações. No entanto, tal ferramenta, que poderia ser utilizada como forma de democratizar o conhecimento e protencializar o sucesso dos jovens nos vestibulares, permanece atrofiada pela desigualdade social.

Em primeiro plano, a educação ofertada pelas redes públicas não prepara os estudantes para os exames de seleção universitários. Nesse contexto, de acordo com o Ministério da Educação, o ensino médio atual apresenta ínfimas cargas horárias para as disciplinas das grandes áreas comuns, como humanidades e exatas, cobradas nos grandes testes. Dessa maneira, o acesso à internet possibilitaria ao aluno uma maior autonomia para estudar e aprender os conteúdos não contemplados em sala de aula. Logo, haveria uma melhora nos índices educacionais do país, e consequentemente, um maior contingente de jovens adentraria no ensino superior.

Contudo, a histórica desigualdade social concentra os meios digitais nas parcelas mais ricas da população. Sob esse viés, é importante ressaltar que fatores como, o passado escravocrata e latifundiário, marcantes no processo de formação nacional, acarretaram em uma maioria populacional pobre. Assim, esses indivíduos necessitam priorizar o básico para viver, como o acesso a alimentos, água e eletrcidade, uma vez que planos de internet e até mesmo aparelhos tecnológicos são caros. Logo, ocorre uma exclusão no acesso a essas ferramentas, prejudicando a educação do cidadão.

Portanto, para que tal advento da Revolução Industrial seja democratizado e assim amplie o acesso ao conhecimento para todos, é necessário ação. ONGs em parceria com empresas de tecnologia, devem, por meio do fornecimento gratuito de tablets, celulares, notebooks e planos de internet, possibilitar que milhares de estudantes tenham acesso à video-aulas, questões e professores no YouTube. Nesse cenário, isso amenizaria a deficiência educacional da rede pública e proporcionaria conhecimento para aqueles que não possuem condições de pagar por planos de banda larga.