A internet como ferramenta para a democratização do conhecimento
Enviada em 28/10/2024
No filme “Jogador Número Um” - Oasis é um jogo distópico onde as pessoas têm acesso: a educação, trabalho e interação social. No entanto, apesar de se tratar de uma ficção reflete, em parte, com o cenário atual, uma vez que a internet pode ser usada como meio para democratização do conhecimento. Nesse contexto, questões como a omissão estatal e o silenciamento social devem ser analisadas.
Convém ressaltar, primeiramente, que a questão advém, em muito, da desassistência do poder público. Nessa conjuntura, segundo o filósofo Friedrich Hegel, o Estado é o pilar inicial de uma nação, isto é, constitui o meio correferido à atenuação das mazelas sociais. Entretanto, o governo permanece ineficaz, no tocante a efetivação do referido princípio, em virtude da escassez de investimento voltada a combater a limitação do acesso a internet a quem pode custear, material esse que poderia ser usado para democratização do conhecimento, visto que as crianças e adolescentes que não tiveram acesso a aulas virtuais durante a pandemia do Covid 19, quatro anos depois ainda sofrem atraso na aprendizagem, de acordo com o The News. Dessa maneira, a negligência do Estado para tal infortúnio prejudica a capacidade de aprendizagem dos menos favorecidos.
Por outro lado, se o governo dispusesse de ações de igualdade de oportunidades, acesso gratuito a internet, como realmente existe no exemplar literário " Utopia" , de Thomas More, certamente o silenciamento social poderia ser combatido. Porém, há um descaso deste quanto a disponibilização do uso da internet como ferramenta de aprendizagem, que se reverte em atraso capacitacional. Para se entender essa lógica, é lícito referencia a instrução passada por José Saramago, em que o civilizado torna-se primitivo ao não se atentar para os problemas sociais, ou seja, a privatização a tecnologia impede que a minoria social se desenvolva. Desse modo, casos assim só deixarão de existir quando alheamento estatal acabar.
Infere-se, portanto que medidas resolutivas devem ser tomadas. À vista disso, urge que o governo federal, órgão em maior instância, em consonância com o Ministério da Tecnologia, democratizem o acesso a internet de forma gratuita em todo o Brasil, e disponibilizem, espaços públicos em comunidades para acesso de aparelhos tecnológicos. Feito isso, teríamos as mesmas oportunidades do drama.