A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 23/10/2025
Pierre Lévy acredita que a internet pode ser um espaço de inteligência coletiva, mas alerta que o uso irresponsável gera desinformação e ataques virtuais. Atualmente, no Brasil, o uso indiscriminado das redes se faz presente no meio social, prejudicando, principalmente, grupos minoritários. Nessa concepção, é oportuno apontar como principais causas dessa problemática: a falta de fiscalização cibernética e a intolerância.
Em primeiro plano, a ineficiência estatal na fiscalização cibernética figura como substancial causa de determinado revés. Sendo assim, o filme “O dilema das redes” demonstra, entre outras temáticas, como a falta de interesse do poder público em fiscalizar os espaços digitais colabora para a disseminação de discursos de ódio. Consoante a isso, é notável que a falta de investimento público em maneiras eficientes de fiscalização tecnológica favorece a propagação de discursos extremistas e práticas de cyberbullying, visto que oferece liberdade digital para determinados usuários. Como consequência, é notório o crescente aumento de vítimas de violência cibernética no Brasil. Dessa maneira, é preciso uma rápida intervenção do Estado para uma ligeira resolução desse cenário social vigente.
Ademais, é substancial enfatizar que a prática da intolerância revela-se como causa adicional desse óbice. Referente a isso, para Hannah Arendt, em sua obra “Origens do Totalitarismo”, evidencia-se como a intolerância ao diferente é o primeiro passo para o ódio coletivo, fenômeno que se repete nos meios digitais, onde opiniões e modos singulares e divergentes de ser são hostilizados. Em função disso, observa-se que a falta de consciência dos usuários em relação ao próximo compactua para a permanência do uso da internet para disseminar o ódio, uma vez que torna o espaço digital de certa forma um lugar aceitável para esse tipo de prática. Consequentemente, evidencia-se a insegurança da população em fazer uso da tecnologia atual. Dessa forma, é essencial uma conversão súbita dessa conjuntura.
Portanto, cabe ao Estado, responsável por garantir o bem-estar da população, promover, por meio do Ministério da Educação e do Ministério da Justiça e Segurança Pública, campanhas para conscientizar a população e os usuários da internet, visando tornar os meios digitais locais seguros de convivência mútua.