A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 06/11/2025

No fim do século XX, com os avanços tecnológicos - no Brasil e no mundo globalizado, houve, em larga escala, ampliação do acesso ao mundo virtual, em principal, as redes sociais, o que encurtou distâncias e facilitou as comunicações. Em contrapartida, infelizmente, aumentou-se os casos de bullyng na esfera virtual, transformando a inovação em preocupação. Desse modo, surge duas grandes problemáticas: a lógica capitalista e a ineficiência estatal.

Diante desse cenário, é lícito postular como a priorização dos lucros coloca em risco a integridade das pessoas. Nesse sentido, como Karl Marx define o conceito de Capitalismo - sistema que reduz pessoas apenas à numeros sem considerar o fator humano. Tal fato é projetado no ambiente virtual, isso porque ao visar sempre o ganho, as empresas que administram as redes negligenciam seus usuarios, há exemplo, algoritmos que entregam publicações contrárias as vertentes seguidas pelo sujeito, incentivando brigas e o caos social. Por conseguinte, isso gera o discurso de ódio nas redes e eleva a taxa de polarização - extremismo de lados politicos e religiosos. Logo, torna-se indúbitavel que empresas tomem medidas para atenuar o problema.

Ademais, é válido pontuar como a inércia das leis afeta as vitimas do transtorno. A respeito, a Neurociência afirma que, se não há aplicação de punições para indivíduos que cometem crimes virtuais, eleva-se os casos de divulgação indevida na esfera digital.Nessa óptica, atrelado ao sentimento de impunidade, crescem os casos de, por exemplo, vazamento de fotos íntimas de mulheres em redes sociais - como ocorre no Telegram. Como consequencia, viola direitos fundamentais, ferindo a honra dessas meninas. Nesse viés, é fulcral enrijecer a execução das leis.

Portanto, tanto a lógica capitalista e a ineficiência das leis configuram obstáculos na resolução do empecilho. Primeiramente, as empresas privadas - donas dos meios de comunições, devem atenuar o problema do extremismo, por meio de algoritmos orgânicos, ao qual não borbadeiem conteúdos de forma tendenciosa, a fim de mitigar os crimes de ódio. Comcomitantemente, o Ministerio Público, responsável por garantir a ordem-, aplicar, de forma sólida, leis já existentes.Somadas, essas ações far-se-ão valer a Constituição.