A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 16/05/2019
A internet foi criada em plena Guerra fria, com objetivos militares para comunicação em casos de ataques inimigos. Foi somente em 1990 que a internet começou a alcançar a população em geral, sendo considerada a maior invenção da década, desde a televisão em 1950. Decerto, a criação da internet foi importantíssima para todos os avanços que temos hoje em relação a comunicação, mas com toda essa conectividade os usuários por acharem que não podem ser identificados, disseminam na rede o cyberbullying – Bullying virtual – e também os discursos de ódio.
Cerca de 43% dos adolescentes com idades entre 13 a 17 relatam que sofreram algum tipo de cyberbullying no ano passado (2018), esses dados trazem para a realidade fora das redes, o que quase metade dos jovens passam todos os dias em suas redes sociais. Outro ponto preocupante são os casos de suicídio que crescem entre os jovens que são vitimas desse tipo de ataque. Uma pesquisa realizada pelo Ipsos coloca o Brasil como o segundo país com a maior incidência de casos de cyberbullying no mundo.
Além dos Cyberbullying, o discurso de ódio na rede vem se tornando cada vez mais evidente, principalmente nos casos de racismo. Uma pesquisa realizada pelo blog Comunica que muda mostra a intolerância do brasileiro nas redes sociais. Na pesquisa, foram analisadas 542.781 menções, entre elas, 97,6% das relacionadas ao racismo tinham um teor negativo. Esse tipo de prática pode ter consequências tão grandes quando a violência física, uma vez que para quem a prática esteja menos inibida quanto as suas consequências.
É evidente a necessidade de intensificara fiscalização nas redes sociais, de tal forma que as mesmas possuam um algoritmo para identificar postagens que contenham palavrões ou insultos e assim possam com mais agilidade identificar crimes de ódio e ataques nas redes, auxiliando a policia com a identificação dos autores para que possam puni-los. É de suma importância também que os responsáveis pelas crianças e adolescentes fiscalizem-nos para que possam identificar problemas como o Cyberbullying. Parafraseando o chefe da ONU, António Guterres em passagem pelo Egito, ”Quando as pessoas são atacadas, fisicamente, verbalmente ou nas redes sociais, por causa da sua raça, religião ou etnia, toda a sociedade é diminuída.”