A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 21/05/2019

Ao analisar a problemática do bullying é necessário compreender que esse, sempre existiu nas sociedades, todavia com o avanço da globalização e o inicio da Revolução Cientifica, no final dos anos 1970, a internet, revelou-se como uma forma de difamar algum colega, parente ou até um desconhecido e desde então o cyberbullying vem crescendo e tomando proporções cada vez maiores que envolve toda a sociedade.

No Brasil, apesar do bullying já ser reconhecido pela lei como um crime contra a liberdade pessoal e que até pode levar a pena de reclusão, a internet, principalmente as mídias sociais, é considerada por muitos como a “terra sem lei” a qual muitas vezes a pratica de agressão verbal ou psicologica passa despercebido, mesmo em casos de jovens que sofrem problemas psicológicos ou tentam suicídio por sofrerem o temido cyberbullying.

Vale lembrar que o potencial do cyberbullying é consideravelmente mais agressivo do que o bullying presencial pois  o público da internet é maior e o incentivo à pratica desde tipo de violência mental é na maioria das vezes intensa, pois no anonimato das redes sociais faz alguns indivíduos sentirem a segurança de estarem, de alguma forma, impunes dos crimes cometidos.

Infere-se portanto que a prevenção é a melhor maneira de se combater a problema para que não haja consequências graves na vida das pessoas. Para isso, é necessario um trabalho coletivo pois de acordo com o filósofo Emilie Durkhiem a sociedade é como um corpo biologico em que as partes devem interagir para garantir coesão, então é inegável a necessidade do Ministerio de Segurança Público juntamente com a ABIN desenvolver uma nova tecnologia para detectar casos de crimes cibenéticos e que incluam o cyberbullying. Ademais, as instituições de ensino juntamente com a mídia podem estimular o pensamento mais humanizado, por intermédio de projetos, trabalhos e debates esclarecedores, fazendo com que os crimes de ódio sejam cada vez mais repudiados.