A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 02/06/2019

Enfaticamente presente no dia a dia da sociedade contemporânea, a internet tem de tudo a oferecer. De um lado, tem-se um acessível meio de comunicação e informação que contribui para o desenvolvimento pessoal e educacional da sociedade. De outro lado, há um ideal de liberdade sem consequências, que tornam esse ambiente oportuno à disseminação da agressão físico-simbólica. Uma vez que o cyberbullying  é cometido, acarreta em transtornos psicossociais para a vítima, como para seu agressor.

Tendo em vista tal ideal propagado, a web se torna um ambiente favorável para atingir inúmeras pessoas. Seja pela facilidade de acesso e possibilidade de anonimato, ou por ser um ato que é falho nas punições, o meio de entretenimento midiático carrega consigo o cyberbullying. Por conseguinte, as vítimas hostilizadas sofrem com a insegurança e a dificuldade de se relacionar devido à exposição e vulnerabilidade a que são acometidas. Tais problemas psicossociais podem acompanhar o indivíduo durante sua vida, gerando doenças graves como a depressão, que geralmente leva ao suicídio.

Pode-se notar que, como no bullying presencial, os tipos de cyberbullying visam a exclusão e humilhação. O que começa em tom de brincadeira, como “indiretas” postadas nas redes, se não tratado, evoluem para insultos ou calúnia, configurados como crime. Ademais, os praticantes em sua maioria já passaram por essas situações de constrangimento e desenvolveram raiva dentro de si, passando a fazer o mesmo que sofreram com os outros. Dessarte pode-se ver que é fundamental cuidar também dos agressores, os quais tendem a apresentar problemas de conduta, hiperatividade, envolvimento com drogas e baixo comportamento social.

Em síntese, o cyberbullying se faz presente na sociedade como um problema de larga escala. O âmbito escolar, grandemente responsável na construção do indivíduo através da transmissão de conhecimentos, deve se atentar à toda forma de bullying, inclusive o virtual. Ou seja, é preciso que haja a promoção de palestras para alunos do 5º ao 9º ano do ensino fundamental juntamente com seus pais, esclarecendo como fazer bom uso das tecnologias para espalhar o bem. Assim como deve haver acessibilidade à um acompanhamento psicológico para todos os estudantes. No momento em que o diálogo se estabelece, torna-se mais fácil combater essa problemática.