A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 28/08/2019
Ao afirmar, em sua célebre canção, ‘‘O tempo não Para’’, o poeta Cazuza faz, de certo modo, uma comparação entre o futuro e o passado. De fato, ele estava certo, pois os crimes de ódio e o cyberbullyng não é um problema atual. Desde a Segunda Guerra Mundial, os avanços na tecnologia já trazia alguns problemas para o Brasil. De mesmo modo, na contemporaneidade, as dificuldades ainda persiste, seja pela falta de investimentos governamentais em palestras educativas, seja devido à ineficácia das leis.
A elaboração da constituição Federal, há 30 anos, foi baseada no sonho do bem-estar social para todos os indivíduos, incluindo as vitimas de crimes através da internet. Entretanto, é notório que o Poder Público não cumpre o seu papel enquanto agente fornecedor de direitos mínimos, uma vez que a ausência de investimentos do governo em palestras educativas, aumentam as dificuldades das pessoas a entenderem esse assunto e como ele costuma aparecer, os mais frequentes crimes de cyberbullyng e ódio que aparecem nesse meio, são as calúnias, insultos e humilhações. São fatores que estimulam o aumento e a persistência desses impasses digitais. Dessa maneira, percebe-se que essa inaceitável questão de vulnerabilidade desses usuários configura, não só um irrespeito colossal, mas também uma desvalorização descomunal e que, logo, dever ser modificada em todo o território nacional.
Outrossim, destaca-se a ineficácia das leis brasileiras que funciona como impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo ponolês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da ‘‘modernidade líquida’’ vivida no século XXI. Diante de tal contexto, segundo o site oficial da net, os crimes virtuais são delitos feitos através da internet, e que pode ser enquadrados no Código Penal do Brasil, que resulta em punições como pagamento de indenização ou até a prisão do acusado. Isso significa, portanto, que as medidas tomadas contra os indivíduos está sendo bastante generosa, e que não estar causando impacto aos agressores virtuais.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Ministério da Justiça (MJ), junto com o Governo, promova à sociedade mais segurança e escolas que debatam acerca do tema mencionado por meio de uma melhoria nas leis tornando elas mais severas, é necessário aumentar os anos de prisão para que o acusado possa aprender que a internet não é um ambiente sem justiça. O Governo deve investir em palestas escolares, que deve ser ministradas por psicólogos e professores, que mostrem aos jovens brasileiros como agir e evitar esse grande problema. Nesse sentido, o intuito de tal medida é combater os crimes por meio da internet. Além dessa, outras medidas devem ser tomadas, porém, de acordo com Oscar Wilde, ‘‘o primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou nação’’.