A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 16/09/2019
Suicídio. Depressão. Ansiedade. Não se pode negar os inúmeros problemas ocasionados pelo cyberbullying e pelos crimes de ódio no Brasil. Sob esse aspecto, apesar dos diversos avanços provenientes da 3º Revolução Industrial, dentre eles a globalização, novas formas de comunicação, sem punição efetiva, também originou o atual panorama do discurso de ódio gratuito, problema esse intensificado, principalmente, devido à bolha social. Diante disso, analisar o atual contexto é relevante para modificar essa realidade.
Deve-se pontuar, antes de tudo, a propagação do cyberbullying se deu pela impunidade virtual, formentada pelos perfis falsos atuantes na mídia virtual. Com o qual, se utilizam do anonimato para intimidar as vítimas, nas quais tendem a desenvolver problemas psicológicos, como a depressão, ataques de pânico ou até suicídio. Vale ressaltar que a violência digital atinge patamares mundiais, haja vista que, o Brasil é o 2º país com mais casos de bullying virtual no mundo, de acordo com os dados do Ipsos( Institutos de pesquisas).
Outrossim, é válido destacar que a bolha social é fator fundamental para os ataques de ódio contra as minorias sociais. Assim como, tais ataques influenciam na manutenção dos paradigmas intolerantes e antipáticos provenientes para o retrocesso da sociedade brasileira. Uma vez que a discriminação é motivada pela falta da perspectiva de diversidade na mentalidade dos brasileiros. Com base nisso, tais premissas são contrarias á Declaração Universal dos Direitos Humanos, a qual assegura a igualdade entre todos. Independentes do grupo social ou do modo de agir.
Entende-se, por conseguinte, que a propagação do ódio e a violência virtual decorrem das falhas legislativas e da bolha social. Dessa forma, para modicar essa situação, faz-se necessário a reformulação das leis, no que tange ao poder legislativo, com o qual é preciso que haja um aumento de no mínimo 8 mil reais para quem pratica a difamação, intimidação e o uso de perfis falsos em instância da violência no espaço cibernético. Assim como, cabe ao Ministério da tecnologia em união de tecnopólos brasileiros desenvolver mecanismos tecnológicos aplicáveis nas redes sociais com o objetivo de bloquear qualquer tipo de discurso de ódio contra grupos sociais. No qual, ao invés do ódio, propagar mensagens em apoio a diversidade e tolerância. Dessa forma, a depressão, suicídio e ansiedade serão reduzidos nas redes comunicativas do Brasil.