A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 30/09/2019

Na série “Elite”,produzida pela Netflix, a personagem Nádia é vítima de um crime virtual quando tem um vídeo íntimo divulgado na internet, a partir desse fato, ela foi ridicularizada na sua escola. Fora da ficção, não é difícil de encontrar crimes de ódio e cyberbullying na rede, o que gera diversas consequências às vítimas desses atos.

Mormente, é notório que o acesso a internet têm se democratizado dia após dia, e com o aumento de usuários na rede ficam mais evidentes as práticas criminosas. Outrossim, os crimes de ódio no meio virtual ainda são desconhecidos pela maioria das pessoas como delitos, o que dá uma falsa sensação de liberdade e impunidade em torno dessa prática. Diante disso, o cyberbullying é caracterizado por xingamentos, divulgação de informações pessoais, e em casos mais extremos, ameaça de morte. Como a internet é um meio acessível, rapidamente qualquer tipo de material ou ofensa é viralizado na rede tomando grandes proporções.

Em segundo plano, as consequências sofridas por pelas vítimas desses crimes são muitas. De acordo com Jean Paul Sartre, escritor francês, a violência é sempre uma derrota, entende- se que a prática de delitos mesmo que no universo da internet, resulta num adoecimento da sociedade. Consoante a isso, diante de casos de cyberbullying e outros crimes de ódio, a vítima pode sofrer com problemas psicológicos, visto que na maioria dos casos, as ofensas são de cunho agressivo que coloca não só a sua integridade psicológica, resultando em depressão e transtornos do pânico, como a física diante da chance de agressão.

Urge, portanto, medidas para diminuir os casos relacionados a crimes de ódio na internet. É necessário que redes sociais como o Facebook, YouTube e o Twitter adotem uma ferramenta, já presente no Instagram,que emite uma mensagem ao serem escritas palavras de cunho ofensivo, com o intuito de de diminuir o número de comentários agressivos nas mídias. Ademais, é preciso que as escolas promovam palestras ministradas por psicólogos, para alertar sobre as possíveis consequências da divulgação de vídeos, fotos e informações pessoais pertencentes a terceiros, a fim de coibir essa prática comum entre jovens, igual aconteceu com a personagem Nádia na série “Elite”.