A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 07/10/2019
Conforme Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, “As redes sociais nos fizeram perder a arte de socializar”. Nesse sentido, bons exemplos de formas insalubres de socialização, são os crimes de ódio e cyberbullying; atos facilitados pela sensação de anonimato e impunidade permitida pela internet aos agressores. Logo, intervenções educativas se fazem necessárias para combater essas provocações, que causam mazelas psicossociais a milhares de indivíduos.
Mormente, é necessário frisar que tais atos de discriminação sempre existiram. Segundo o livro “Bullying, mentes perigosas nas escolas”, escrito pela psiquiatra Ana Beatriz Barbosa, “O bullying está sempre presente no ambiente escolar, seja percebido ou não pelos funcionários”. O mesmo acontece com crimes de ódio como machismo, homofobia e xenofobia. Portanto, o mundo virtual é apenas uma extensão da vida real, onde agressores sentem-se mais a vontade para atingir suas vítimas.
Sendo assim, as ações que combatem o preconceito de forma geral, o fazem também com sua versão virtual. De acordo com a ativista estadunidense Helen Keller, “O fruto mais sublime da educação é a tolerância”. Nessa perspectiva, ações educativas, e não punitivas, são mais apropriadas.
Destarte, ações se fazem urgentes. O Ministério da Educação deve promover aos alunos, no ambiente escolar, palestras e rodas de conversa sobre as consequências do bullying e a importância do bom convívio na escola. O governo, em parceria com os grandes veículos midiáticos - Rede Globo, SBT e Record - , deve transmitir matérias sobre a importância de aceitar as diferenças dos diversos indivíduos na sociedade. Essas ações evitarão possíveis atos discriminatórios, promovendo a tolerância, tão defendida por Helen Keller.