A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 21/10/2019

De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, em sua renomada obra “Modernidade Líquida” testifica que a falta de solidez nas relações sociais é característica vivida no século XXI. Dessa forma, a problemática do cyberbullying na sociedade brasileira torna- se um grande desafio a ser superado. Assim, fatores como a facilidade do anonimato associado á falta de empatia refletem o cenário descrito pelo autor.

A todo instante constata-se a facilidade com que se vem praticando o bullying, palavra do inglês que pode ser traduzida como “intimidar” ou “amedrontar”. O que antes ficava restrito aos momentos de convívio, dentro da escola, ganha uma maior difusão com uso e facilidade da tecnologia que dificulta a identificação dos agressores, o que aumenta a sensação de impotência tornando o cyberbullying ainda mais cruel.

Outrossim, há o espectador, que é uma testemunha das violências ocorridas, atuando como platéia e torcida reforçando a agressão, rindo ou dizendo palavras de incentivo e compartilhando mensagens maldosas disseminando o bullying online. Isso demonstra falta de empatia em relação ao próximo, tornando- se coautores desse tipo de violência virtual. Nesse viés, a filósofa Hannah Arendt desenvolveu o conceito conhecido como banalidade do mal, segundo o qual as atitudes cruéis são parte do cotidiano moderno e tornam as relações sociais cada vez mais caóticas.

Dessarte, o combate a liquidez citada inicialmente deve conter o avanço do cyberbullying na sociedade brasileira, afim de se tornar efetivo. Dessa forma cabe á Secretaria de Segurança fazer parceria com a Polícia Federal afim de ampliar as fiscalizações, punir com multas severas e, até mesmo, a prisão dos praticantes desse crime. Associado a isso, aumentar a atuação da equipe pedagógica em relação a conscientização de pais e alunos. Só assim será possível construir uma sociedade mais fiel  aos ideais de Bauman.