A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 30/10/2019

Na obra ‘‘Utopia’’, do escritor Inglês Thomas More, é retratado uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se, pela ausência de conflitos e problemas. Em contrapartida, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a discriminação apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário, antagônico é fruto do Legado histórico - cultural e o desrespeito as leis.

Mormente, desde a década de 90 com a origem da Internet, a conexão entre as pessoas fica mais fácil e com o aprimoramento desta tecnologia da informação, surgem as Redes Sociais, a primeira rede surgiu em 1995  com o objetivo de conectar estudantes da faculdade.  Hodiernamente, a redes sociais tornou-se uma grande vilã no século XXI, esse cenário justamente aos inúmeros casos de vazamentos de fotos na internet , corrobora a ideia que a sociedade é vítima de um histórico cultural,a propagação  de crimes de ódio que vão desde a divulgação de conteúdo pessoal sem consentimento até injúria denominado Cyberbullying. Nesse hiato, o preconceito  prevaleceu ao longo dos anos a ponto de se enraizar-se na sociedade contemporânea mesmo que de forma implícita a primeira vista.   Em meio a isso, uma analogia com a educação libertadora  proposta por Paulo Freire, mostra-se possível, uma vez que o educador defendia um ensino capaz de estimular reflexão e dessa forma, libertar o indivíduo da situação a qual encontra-se sujeitado. Nesse caso a discriminação.

Ademais, é imperativo ressaltar que a falta de incompreensão de muitos cidadãos a respeito das diversas legislações , se configura como promotor do problema . De acordo, com o globo.com, o Brasil é o país com mais casos de bullying virtual no mundo, partindo desse pressuposto. Além disso, o exemplo que dá, vem do caso Carolina Dieckmann, ficou conhecida a Lei Brasileira sancionada em 30 de novembro de 2012.  Conforme, o filósofo Jean-Paul Sastre afirmou, que a violência independente de como ela se manifesta é sempre uma derrota. Nessa lógica, vê-se que o impasse só será atenuado com a expansão das diversas legislação já existente na pátria.

Infere-se, Portanto, que é dever do estado proteger as vítimas da internet , tanto física, quanto moral. Por meio de, campanhas de combate à violência, com leis mais rígidas e punições mais severas para aqueles que não as cumprem. Some-se a isso, a policia civil deve criar uma ouvidoria online e anônima para que receba as denúncias e investigas. Outrossim, o  MEC em parceria com a mídia, inspirar nas escolas palestras ministradas por psicólogos que discutam e divulgam meios de alertar as futuras gerações expandindo assim, esse conhecimento também nas redes sociais. Dessa forma, atenuar-se-á, o impacto nocivo do cyberbullying e a coletividade alcançará a utopia proposta por  More.