A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 03/02/2020
Uma vida por trás dos reflexos.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde(OMS), um indivíduo, podendo ser ele da mais variada raça ou etnia existente, tem o direito de ser visto e tratado de forma holística, no qual inclui a saúde psicológica e o desenvolvimento social. O cyberbullying, é um tipo de insulto, humilhação, que pode acarretar nos mais variados problemas, transtornos ou até mesmo violências de todos os tipos.
O instituto de pesquisa (Ipsos), revelou que o Brasil é o segundo(2°) no ranking de cyberbullying do mundo. Já uma pesquisa realizada pela Intel Security, com crianças e adolescentes entre 8 e 16 anos de idade, indica que, 66% dos entrevistados já presenciaram cenas desse tipo de agressão, 21% já sofreram com tais condutas, e 24% afirmam ter realizado atividades consideradas como cyberbullying. Dados como esses, devem passar por uma análise crítica da sociedade, sendo que pessoas sofrem, e morrem a cada dia, por conta de atos dessa espécie.
O desenvolvimento de distúrbios emocionais por meio de práticas como o cyberbullying, vem gerando graves problemas. Adolescentes revoltados, anti-sociáveis e deprimidos, desenvolvem um alto risco de cometerem ou sofrerem com o bullying do meio virtual. Além da magnitude do problema supracitado, ainda se deve estender a visão, e buscar compreender o cyberbullying como um estopim para o desenvolvimento de depressão e ansiedade, que são transtornos emocionais de ciência pública.
Tendo em vista o mal carreado pelas ondas de redes, devemos observar melhor os seres que existem por trás do reflexo das telas do mundo da comunicação on-line. Portanto, cabe aos órgãos competentes, como: ministério da educação; e ministério da saúde, atuarem em conjunto. Para que assim, possam buscar por uma logística diferenciada, com o auxílio de profissionais da área da saúde mental e da educação, com o fim de diminuir os índices de cyberbullying no Brasil e no mundo.