A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 29/02/2020

A Revolução Técnico-Científico-Informacional permitiu uma série de descobertas, avanços e tornou a internet uma grande aliada do homem. No entanto, infelizmente, a medida que os avanços tecnológicos crescem e a comuniçação é facilitada, os crimes de opressão e preconceito virtual  crescem proporcionalmente, o que faz com que a internet deixe de ser uma aliada e torne-se uma vilã. Destarte, visto que tal opressão pode acarretar em danos psicológicos e físicos para o oprimido, é um problema que precisa ser solucionado.

Diante desse cenário, é necessário destacar que, a facilidade na comunicação, possibilitada pela internet, pode ser uma grande vilã quando usada para oprimir indivíduos, porquanto tal indivíduo oprimido tende a se isolar socialmente, o que pode acarretar em problemas psicológicos como transtorno de ansiedade, depressão e fobia social. Desse modo, é possível citar o filme “cyberbullying”, no qual, uma adolescente após ser vítima de falsas notícias disseminadas e por redes sociais e preconceito virtual por colegas de escola se isola e, após chegar a um quadro de depressão, tenta suicídio. Destarte, é possível concluir que, os crimes virtuais podem trazer danos psicológicos irreparáveis ao indivíduo afetado.

Além disso, é possível salientar que, os casos de preconceito virtual muitas vezes podem deixar de ser apenas virtuais, o que pode levar a pessoa oprimida a sofrer agressões físicas. Ademais, transtornos psicológicos podem culminar em automutilação, transtornos alimentares e suicídio, trazendo nao só danos psicológicos, como também físicos. Dessa forma, é possivel fazer uma alusão com o pensamento do Físico Albert Einstein, que declara sobre a ultrapassagem da humanidade pela tecnologia e o preconceito disseminado na internet, que acaba por prejudicar certo grupo de pessoas e torna a humanidade cada vez menos reflexiva sobre suas ações.

Portanto, fica evidente que o preconceito virtual traz consequências para o indivíduo oprimido. Por isso, é necessário que o Poder Executivo, mediante o Governo Federal, fiscalize redes sociais e sites com a criação de programas para identificação e bloqueio de conteúdo ofensivo na internet. Além disso, cabe também ao Governo Federal, por meio do Ministério da saúde,  a criação de programas de acolhimento às vítimas de crimes de ódio nas redes sociais, a fim de tornar os crimes de ódio na internet e suas consequências um problema cada vez menos recorrente.