A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 06/04/2020

Na obra ‘‘Utopia’’, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas . No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a imprescindibilidade de discutir sobre os crimes de ódio e cyberbullying realizados por intermédio da internet apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da alienação midiática quanto do estereótipo . Diante disso, torna-se  fundamental a discussão desses aspectos com o intuito de que haja um pleno funcionamento da comunidade.

Acima de tudo, é fulcral pontuar que os crimes que violam à imagem da pessoa , considerado direito inviolável pela Constituição Federal , derivam da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências . Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, embora isso não ocorra em contexto canarinho , devido à falta de atuação das autoridades, contribuindo para existência de uma população que possui suas decisões incitadas por intermédio de vídeos e blogs de repúdio a minorias. Desse modo , faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar o termo que determina como um indivíduo deve aparentar e se comportar como promotor do problema. De acordo com John Locke, em sua teoria sobre a tábua rasa, afirma que os seres humanos aprendem por meio do empirismo. Partindo desse pressuposto, a crença pré-concebida de como uma pessoa deve ser é adquirida pela convicção de John Locke, sendo o preconceito ocasionados pelas adversidades existentes no âmbito familiar . Tudo isso retarda a resolução do óbice , já que a ideia pré-determinada contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática no social tupiniquim. Dessarte, com fito de amenizar a violação de direitos por meio dos meios de difusão de informação e comunicação é necessário que o MEC, (Ministério da Educação) entre em parceria com as escolas com a finalidade de realizar palestras sobre " A importância de respeitar o outro por estar inserido num contexto moral distinto ’’ apresentadas por profissionais especializados no assunto, psicólogos e pedagogos. Além de apresentar as consequências do preconceito na vida de uma pessoa. Adicionalmente, sendo obrigação das direções escolares postar nas redes socias, Facebook e Instagram tais palestras . Enfim, atenuar-se-á, em médio e longo prazo , o impacto nocivo da infração a privacidade, honra e imagem do hominídeo , e a coletividade alcançará a Utopia de More.