A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 02/05/2020

Nota-se que, apesar dos avanços sociais ocorridos no Brasil,nos últimos anos, a população tende a enfrentar sérios problemas com a disseminação do cyberbullying. Além disso, acrescenta-se a esse fato não só a sensação de impunidade pelos agressores, mas também a dificuldade familiar em orientar as vítimas para que não se sintam ameaçadas pelas agressões. Desse jeito, sobre tais aspectos, convém discutir as principais causas dessa problemática.

A priori, cabe ressaltar que o pensamento errôneo de que a internet é uma ´´ terra sem lei´´ causa grandes problemas à sociedade, e, principalmente, às vítimas das agressões virtuais. Assim, a partir da revolução técnico-científica do século XX, foi-se disseminada ondas de atos covardes contra a dignidade humana, por meio de invasões, agressões e disseminação de ódio on-line. Além disso, recentemente, foi-se presenciado o viral ´´jogo da baleia azul´´, o qual foi responsável por, aproximadamente, cem suicídios,principalmente de adolescentes, e que manipulava as vítimas a se automutilarem, e, no fim, levava-os ao suicídio. Logo, é visível a necessidade brasileira de evitar a impunidade de atos afins a esse, já que, mesmo existindo leis que os atinja, elas não são suficientes.       Ademais, parafraseando Nelson Mandela, ganhador do prêmio Nobel da paz, ´´a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo´´. Assim, vê-se a importância não só da escola, mas também da família para se moldar uma sociedade menos sensível a ataques de ódio, bem como capaz de capaz de ver nas agressões virtuais apenas meras palavras fúteis. Dessa maneira, seria possível a ampliação de um pensamento de que quem está com problemas é o agressor e, dessa forma, evitando diversos casos de depressão e suicídio, mas também retirando o ´´prazer´´ do criminoso em prejudicar a vítima.    É notório, portanto, a necessidade da intervenção governamental, bem como das famílias junto às escolas por meio da formulação e aprimoramento de leis que visem o aumento de punições e de uma efetiva reeducação aos agressores. Além disso, faz-se mister a criação de aulas e palestras, em âmbito escolar, que visem a orientação dos pais e filhos com métodos de prevenção e de como denunciar possíveis casos e, por consequência, dando à família ferramentas para a reprimir os crimes de ódio. Logo, com o fito de proporcionar melhor qualidade de vida aos cidadãos, seriam reduzidos os índices de suicídio e depressão de jovens e adultos de presentes e futuras gerações.