A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 25/05/2020
As histórias em quadrinhos da “Turma da Mônica”, retratam muitos assuntos, entre eles o bullying, que é praticado por Cebolinha pois constantemente ele xinga Mônica com nomes pejorativos. Fora da ficção, o bullying se ampliou e ganhou espaço,também,no ambiente virtual no Brasil, o chamado cyberbullying. Diante disso, cabe-se analisar como o machismo e a saúde mental se inserem na problemática em questão, visto que o cyberbullying que é um crime de ódio configura um grave problema social.
Diante desse cenário, em muitas sociedades a mulher sempre teve que ocupar um papel secundário ao do homem e atender aos comportamentos tradicionalistas da sociedade, favorecendo o machismo.Com isso, no Brasil, com o cyberbullying, as mulheres são alvos de diversos ataques, como ameaças de estupro, morte e assédio por meio da internet. As pessoas não se sentem intimidadas ao propagarem machismo, posto que a internet pode omitir alguém, para que as pessoas façam comentários preconceituosos sem que seja descoberta. Nesse sentido, a questão do cyberbullying, motivada pelo machismo deve ser vista, pois as vítimas sentem uma constante sensação de impotência e de constrangimento ao serem alvos desses ataques que são crimes de ódio.
Outrossim, conforme afirmou Zygmunt Bauman, na modernidade líquida, emerge a individualidade, haja vista que as pessoas perderam o senso de lidar com a situação do próximo. Dessa forma, o cyberbullying é um bom exemplo para a analogia supracitada, posto que as pessoas, ao fazerem comentários preconceituosos, como o machismo, homofobia e racismo, não se importam com as consequências negativas que podem causar à vítima. Assim, é possível ressaltar que a violência no ambiente virtual provoca bloqueios no que tange ao convívio social da vítima,causando,muitas vezes a depressão.
Por conseguinte, é premente que haja medidas que possam solucionar os casos de cyberbullying no Brasil. Cabe ao Estado,portanto, maior regrador de uma sociedade política, por meio de órgãos especializados em combates aos crimes virtuais, invistam na aquisição de tecnologia e contratação de mais profissionais, tendo como intuito melhorar o atendimento às denúncias referentes a esse tema. Faz-se preciso, também, que o Governo em parceria com instituições escolares, por intermédio de campanhas e palestras, discutirem o preconceito, a empatia e os efeitos que a prática do cyberbullying podem causar, como a depressão e o suicídio, com o objetivo de sensibilizar a população para que não cometam mais esse crime de ódio.