A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 27/08/2020
No seriado mexicano “Control Z”, uma problemática colocada em pauta é o uso inadequado da internet por entre jovens. Não obstante, no Brasil, situações decorrentes do mau uso das redes também é possível de serem visualizadas. Isso, se deve a chamada Revolução Tecnológica, a qual permitiu o amplo acesso da população, gerando em alguns casos discursos de ódio. Esses, por sua vez, são responsáveis por causar ataques que algumas vezes perpassam a fronteira on-line, tornando-se atos de violência. A partir disso, faz-se necessário analisar a falta de fiscalização nos sites e nas redes de comunicação, assim como, a propagação exacerbada de crimes virtuais, por “perfis fantasmas” que não recebem a devida importância.
Em primeira perspectiva, é indubitável afirmar que muitos dos atos ilegais que ocorrem na internet, como golpes ou tentativas de difamação, são gerados por contas que possuem um usuário falso. Assim, ao criar contas fakes, a pessoa por trás da tela sente-se segura a despejar discursos odiosos acreditando não haver consequências. Também é válido afirmar que grupos formados por minorias, como mulheres, negros, LGBT’s e pessoas com deficiências físicas são os que mais sofrem e sentem-se desamparados pela justiça. Um outro exemplo é o filme estadunidense “cyberbully” que conta a estória de uma menina que pensa até mesmo em suicídio como forma de escapar do sofrimento.
Além disso, outro fator é a superexposição que de acordo com o escritor Guy Debord, consiste na chamada sociedade do espetáculo. Dessa forma, boa parte da população acredita viver constantemente dentro de um reality show, buscando maneiras de chamar atenção. Porém, essa procura a partir de um momento passa a interferir diretamente na vida de outra pessoa causando desconforto. Por isso, a utilização da internet sem leis e sua classificação como vilã das relações sociais modernas pode ser a porta de entrada para que tais ataques atinjam também a vida real e tornem-se sem controle.
Visando solucionar os fatos supracitados, é necessário elaborar vias de intervenção. Para isso, o Ministério da Cidadania em conjunto com o Ministério da Segurança, deveria criar um projeto de lei e entregá-lo para a câmara dos deputados. Nesse projeto, a Polícia Federal com o auxílio de verbas cumpriria a função de rastrear perfis na rede que cometeram crimes de ódio. Assim como, a participação de profissionais que cuidam da saúde mental, promovendo o oferecimento gratuito de auxílio psicológico para as vitimas de ataques. Dessa maneira, com a garantia de justiça para os criminosos e de reparação para os alvos, espera-se que em alguns anos a internet deixe de a porta para o cometimento de atos ilegais.