A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 07/09/2020
Com o fenômeno da globalização iniciado a partir da Revolução Industrial, a internet tornou-se cada vez mais presente na vida pessoal. Entretanto, muitas pessoas acreditam que tudo é permitido nas redes sociais, o que gera o cyberbullying e discursos de ódio. Dessa maneira, a falta de fiscalização na rede e os danos psicológicos causados pelo cyberbullying são impasses a ser combatido na sociedade brasileira.
Em primeiro plano, a falta de fiscalização na rede permite que aconteça o cyberbullying. Diante disso, segundo o Código Penal: calúnia, injúria ou difamação praticados em meio virtual é considerado crime. No entanto, devido à falta de uma fiscalização efetiva estes tipos de insultos estão cada vez mais normalizados pela sociedade. Muitas das vezes, as pessoas criam contas fakes e praticam por pensar que a internet é uma terra sem lei ou por apenas estar atrás de uma tela sem nenhuma fiscalização ao redor.
Em segundo plano, os danos psicológicos esta diretamente relacionados as vítimas de violência virtual. Segundo o filósofo Jean-Paul Sartre, a violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota. Dessa maneira, para as vítimas do cyberbullying as consequências psicológicas são mais destruidoras, pois estão propensos à depressão, ao isolamento social e, em casos mais graves, ao suicídio. Dessa forma, é possível destacar que a violência no ambiente virtual provoca bloqueios no que diz respeito ao convívio social da vítima.
Portanto, medidas são necessárias e urgentes para minimizar os impasses relacionados ao cyberbullying. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação investir em palestras escolares por meio do diálogo e da participação ativa com o intuito de formar adultos mais empáticos e que respeitam o próximo mesmo atrás de uma tela. Ademais, é necessário que o Governo dê o apoio adequado às vítimas de violência virtual por meio de acompanhamentos psicológicos com profissionais adequados para que as vítimas possam se sentir acolhidos. Com essas medidas teremos uma sociedade mais humanitária.