A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 15/09/2020
A Terceira Revolução Industrial, iniciada principalmente a partir da década de 1970, trouxe avanços no setor de telecomunicação. Embora esses avanços tenham sido fundamental para o desenvolvimento da sociedade, tal processo foi acompanhado pelo aumento dos crimes de ódio nas redes sociais. Tendo em vista que alguns usuários da internet aproveitam por estarem atrás de uma tela de aparelho para proclamarem o ódio, é imprescindível buscar soluções para que inibam tais atos.
A princípio, é necessário avaliar como o uso da internet de modo indevido vem afetando os seus usuários. No episódio da série televisa Black Mirron, por exemplo, os usuários de uma rede social através do uso de “Hashtags” decidiam quem deveria morrer, e aquele que tivesse mais comentários com o seu nome era morto ao final do dia. Observam-se, por consequência, a forma que o ódio gratuito e os compartilhamentos inadequados se tornaram algo “normal” na sociedade. De modo, que as pessoas aproveitam por estarem em um ambiente virtual, sem o contato físico para promoverem calúnias, difamação, insultos, entre outros crimes.
Em seguida, é relevante analisar a pesquisa feita pela Ipsos sobre o cyberbullying, que consta que o Brasil ocupa o segundo maior índice de vítimas que sofreram algum ataque na internet. Em posse dessa informação, os usuários começam a perda de empatia com o outro colocando no lugar a hostilidade coletiva. Constata-se, assim, como a internet pode se tornar uma ferramenta negativa nas mãos daqueles que utilizam de forma indevida.
Portanto, fica evidente a necessidade de combater os crimes de ódio e cyberbullying. Para tanto, é dever do Poder Legislativo aplicar medidas mais rigorosas utilizando o art. 146 que fala sobre constrangimento ilegal, para barrar tais práticas e fazer os usuários terem consciência do mal que podem causar ao outro. Além disso, é dever dos pais monitorar as ações dos seus filhos, podendo usar software como o “Rethink”, que ajuda alertar os adolescentes sobre algum conteúdo ofensivo que eles acessarem.