A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 24/09/2020

Evidencia-se que a internet propiciou inúmeros benefícios à sociedade - como a facilidade de consumo e garantias de informações. Contudo, observa-se que no meio de comunicação virtual - como em redes sociais, por exemplo-, é constante hostilidades referentes à crimes de ódio e o cyberbullying, os quais prejudicam a vivência em redes e também fora dela. Diante disso, deve-se apontar que a massificação do anonimato e o despreparo familiar é preponderante por intensificar à problemática.

Em primeiros plano, o universal anonimato existente no meio virtual impulsiona a preservação da violência. Esse processo que ocorre em redes é conservado devido à generalização  comportamental, visto que ao transcorrer uma agressão por parte do indivíduo, e o mesmo não ser julgado, populariza que ações, em redes, distribuídas ofensivamente, não são adversas e, portanto, nem suscetíveis a punições. Esse contexto danoso possui explicação na filosofia de Hannah Atendt, a qual a pensadora, descreve em seu livro “Banalidade do Mal”, o conceito de massificação social, o qual explícita que esse meio produz sujeitos alienados, reprodutores de julgamentos. Dessa forma, o anonimato coletivo proporciona o seguimento do discurso de ódio em redes.

Ademais, a desorganização da administração familiar produz, principalmente, a perpetuação do bullying virtual. Segundo Zigmunt Bauman, a modernidade é marcada pela liquides das relações, o que inflinge um maior descontrole nos vínculos sociais. Nesse sentido, é indubitável que ataques ocorridos em redes devem-se a liquidez familiar, dado que inexiste a fiscalização de informações por parte do núcleo, ou seja, dos responsáveis. Isso coadjuva que crianças e jovens cometam o cyberbullying livremente e procriem a opugnação na internet. Dessa maneira, a organização parental, sem o reconhecimento necessário transmite os antagonismos nefastos.

Assim, é crucial medidas que mitiguem, na internet, essas retrógradas sequelas. Primeiramente, é preciso que os órgãos legisladores e a grande mídia, por meio de programas televisivos, ampliem o debate condizente às negatividades disseminadas na internet - apontando ainda, como articular soluções de controle por parte dos pais. Além disso, é necessário que incluem filósofos e sociólogos nessas transmissões, já que essa área é crucial para o desenvolvimento crítico e ético. Além disso, é imprescindível que os representantes legisladores desenvolvam maiores punições para crimes de ódio na internet - como multas, por exemplo. Logo, buscando assegurar que as positivados presentes na internet sejam únicas.