A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 03/10/2020
Conforme um dos sócios da empresa “Apple”, Steve Jobs - “A tecnologia move o mundo”. Nesse sentido, ela contribui para o avanço medicinal, acesso à informação e outros inúmeros benefícios que ela entrega. Contudo, facilita também para a propagação dos discursos de ódio, difamação e outros crimes digitais utilizam do preconceito como, por exemplo, o racismo. Desse moto, corrobora para a ocorrência do cyberbullying, devendo, por isso, ser discutido e solucionado essa consideração de grupos superiores.
Em primeiro plano, os usuários fazem uso desses crimes virtuais por saberem que geralmente, não ocorre a denúncia e nem a investigação do crime. De acordo com o Instituto IPSOS, o Brasil está em segunda posição de casos de cyberbullying infantil. Dessa maneira, a internet se tornou a forma de promover discurso de ódio ilógico e incentivo da existências de conjunto de indivíduos superiores, de forma análoga a raça ariana inventada por Hitler, na antiga Alemanha nazista.
Outro ponto relevante, nesse contexto, são os transtornos causados pelos diversos insultos propagados nas redes sociais, jogos e plataformas digitais. Esse panorama é congruente à frase do filósofo Willian James - " O ser humano pode alterar a sua vida mudando a sua atitude". Diante de tal óptica, os indivíduos procuram problematizar a vida dos outros devido à própria instabilidade psíquica, movendo assim o mundo para pior.
Infere-se, portanto, que existem entraves que impedem a solidificação de um mundo com uma sociedade mais solidária. Logo, urge que o Ministério da Cidadania, junto ao Estado, promova um evento, com o objetivo de evidenciar para os participantes a inexistência de um grupo superior e ideal. Esse programa deve ocorrer, por meio das mídias televisivas - essas devem divulgar as informações - de maneira a desmanchar os ideais impostos nas redes e propagandas. Destarte, tais medidas visam combater o impasse dos discursos de ódio, com o fito da tecnologia mover o mundo somente para melhor, conforme o pensamento de Steve Jobs.