A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 10/10/2020
“A essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos”, essa frase da filósofa Arendt, mostra a importância dos direitos serem mantidos na sociedade. No entanto, no que concerne a crimes de ódio e cyberbullying na rede, verifica-se uma lacuna nos direitos humanos, criando um grave problema. Sob essa ótica, a questão é agravada devido à falta de valores familiares, bem como pelo supremacismo.
A princípio, é preciso atentar para a formação familiar dos indivíduos, dado que as crianças que praticam cyberbullying tem histórico de más relações parentais, segundo pesquisa da USP. Nesse sentido, o filósofo Rousseau, destaca que as ações dos juvenis são o reflexo dos pais, assim se eles incentivam atitudes de violência, ela por sua vez irá repetir esse ato nocivo. Nesse viés, o cyberbullying é uma extensão da difamação pessoal, todavia é mais agressivo na psique da vítima, pois na rede é massificado o ato. Por isso, a falta de valores familiares dificulta a resolução do problema.
Outrossim, o crime de ódio é causado pelos valores deturpados, o qual gera o supremacismo no indivíduo. Tal mentalidade consiste em fomentar repulsão -consciente e declarada- a pensamentos, etnias e gênero dissonante. Essa visão é degradante, visto que dissemina a segregação entre os cidadãos, sendo tais ideais expressas alegando liberdade de expressão, porém, trata-se de um delito que atenta à dignidade e prejudica a sociedade. Nesse contexto, essa ação é banalizada na internet, tal que 63% dos crimes online são devido ao discurso de ódio -do jornal Globo. Logo, o pensamento supremacista fere os direitos humanos dos cidadãos.
Portanto, é mister o debate dos valores familiares e a supressão do supremacismo. Deste modo, as escolas juntamente com os alunos, pais e mestres, devem incentivar valores democráticos nas crianças, por meio de rodas de debates periódicos, afim de instruir os jovens sobre moral, ética e relações pessoais, para construir um cidadão consciente de seus atos e extirpar o supremacismo da sociedade. Assim, construindo uma base sustentável que garanta os direitos humanos a todos os cidadão do país.