A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 14/10/2020

Atualmente, muitos brasileiros que expõe na internet suas opiniões políticas sofrem ataques pessoais em massa da parcela de internautas que discordam daquele posicionamento, como foi o caso do influenciador Pírula. Porém, esses ataques, chamados de “cyberbullying”, não são causados apenas por divergências políticas e pode atingir diversos brasileiros por diferentes motivos. Diante disso, é flagrante o desafio para combater esse grave crime digital, que é ainda prejudicado tanto pela ineficácia de ações políticas quanto pela negligência de instituições formadoras de valores comportamentais.

Em princípio, por o meio virtual ser muitas vezes visto como inofensivo e pelas redes sociais serem vistas como serviço de lazer, grande parte das famílias e outras instituições sociais, como as escolas, menosprezam os ataques virtuais e omitem-se no repasse de informações acerca desse tema, além de não criarem um ambiente seguro e acolhedor para que esse assunto seja levantado sem julgamentos. Com isso, muitas pessoas têm pouca ou nenhuma instrução de como se proteger do “cyberbullying”, o que facilita a ação dos criminosos. Nesse sentido, verifica-se que, mesmo após avanços na área da justiça, ainda há muita negligência a respeito de ataques virtuais por parte dos brasileiros, o que faz com que, muitas vezes, os direitos do cidadão permaneçam apenas no papel.

Ademais, no contexto relativo à questão pública, é flagrante a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas para combater o racismo. Prova dessa debilidade pode ser verificada com frequência na plataforma digital Twitter, onde diariamente internautas sofrem ataques em massa, como foi o caso da estudante que, em 2020, tatuou o contorno da África em sua costela e recebeu diversos ataques gratuitos, o que exibe a atual gravidade do problema e a falta de medidas efetivas para combate-lo. Logo, indubitavelmente, é necessário maior engajamento por parte das autoridades competentes para resolver a questão da exclusão digital de idosos no Brasil.

Portanto, com o objetivo de combater o crime de “cyberbullying” no Brasil, é necessário que o governo federal intensifique informes educativos à população, por meio das redes sociais ou de parcerias com o Ministério Público em campanhas de esclarecimento popular, os quais elucidem cada vez mais pessoas sobre a legislação associada ao combate à crimes virtuais e sobre os mecanismos de denúncia dessa prática vil, como o Disque 100. Além disso, urge que mais famílias e escolas, como instituições fundamentais para a formação psicossocial de crianças e adolescentes, previnam abordagem de “haters”, mediante, respectivamente, debates domésticos e seminários ou cartilhas estudantis, visto que essas práticas têm o potencial de consolidar uma cultura de prudência. Assim, será possível inviabilizar o êxito da ação de indivíduos criminosos.