A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 02/12/2020
Diversos são os tipos de violência praticados na sociedade, contudo pouco se discute sobre a violência simbóbilica, conceito trabalhado pelo filósofo Pierre Bourdieu, no qual englobam violências de cunho verbal, moral e psiocólogico. Atualmente, disfarçadas de liberdade de expressão, esse tipo de violência implica em inúmeros impactos na saúde mental dos indivíduos e no convívio dos cidadãos. Infelizmente, tais tipos de violência tornaram-se mais recorrentes entre os brasileiros, em especial no ambiente virtual, ganhando o título de discurso de ódio e ciberbullying.
Em primeiro lugar, vale ressaltar, que mesmo sendo previsto Constituiçao federal, a ilegalidade do anonimato no momento de manifestação de opinião entre os cidadãos, é inegável que tal restrição se mostra irrelevante nos meios digitais. Apoiados nesse anonimato facilitado pelas redes, de difícil rastreamento e posterior penalização, se tornou habitual encontrar discursos de ódio em ambientes virtuais, os opressores praticam crimes como por exemplo, o racismo, a homofobia e a xenofobia, demonstrando intolerância extrema com as classes minoritárias. Por consequência se obtêm como produto da intolêrancia, a defasagem na saúde mental dos oprimidos e a dificuldade de obter justiça nesses casos.
Além disso, tomando como base o conceito de virtualização de Pierre Lévy, o qual enfatiza a interdepêndencia do mundo real e do virtual na contemporaniedade, pode-se comprender como os ataques de intolerância dentro da internet influenciam a saúde mental dos indivíduos, podendo-os levar ao isolamento social, depressão, ansiedade e em casos extremos o suicídio. Exemplo disso foi retratado na série “13 reasons why”, na qual a personagem principal comete suicídio após ser vítima de diversas violências ao longo da trama, tanto simbólicas quanto físicas, dentre elas o cyberbullying. Revelando à socidade os reflexos da banalização de manifestações maldosas nas redes sociais e a necessidade de um política que vize o exertemínio dessas práticas.
Portanto, é imprescindível que os cidadãos se conscientizem do quadro atual. Para isso urge que o aliado ao Ministério da Educação e da Cultura (MEC) crie um plano de educação virtual, que atue dentro das redes socias, por meio “posts” com relatos de vítimas da violência digital. A fim de abordar o assunto com os próprios usuários e revelar os impactos psicólogicos de suas ações online, visando a consciência dos mesmos. Ademais, é necessário que se estabeleçam políticas públicas de acolhimento das vítimas, em especial do público infanto juvenil, seja nas escolas, seja no ambiente familiar. Somente assim, será possível combater a intolerância dentro as redes e evitar que vidas sejas perdidas, em virtude da má educação e da ausência de empatia, como ocorreu em “13 reasons why”.