A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 12/11/2020
Conforme Michel Foucault, em seu estudo sobre temas proibidos, a sociedade moderna tende a tornar-se tabu assuntos que causam desconforto a população.Diante disso, o crescente aumento de crimes virtuais como o cyberbullying e crimes de ódio, revelam um enorme lapso, ligado a falta de segurança, bem como indiferença da sociedade pelo tema.
Deve-se pontuar,a princípio, que segundo o filósofo Jean-Paul Sartre: " A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota". Nessa lógica, é notável, que a ausência de leis e regras de convive-o explicitas dentro da internet, proporciona um sentimento de impunidade nos usuários, ocasionando o aumento de casos de cyberbullying e crimes de ódio.
Além disso, outra problemática, enfrentada, é a dissociação do eu presente na internet e o do mundo real, agravando ainda mais a ocorrência de crimes de ódio no mundo virtual como a misoginia, racismo e preconceito, uma vez que, o individuo não se sente preso a nenhuma das leis éticas e morais presentes no mundo real.Essa gênese entra em conformidade com a frase do filósofo John Locke, que dizia que o homem e o lobo do próprio homem.
Logo, medidas se fazem necessárias sobre a problemática do uso da internet como meio de propagação de crimes.Dessa maneira,é importante que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações,proporcione uma maior visibilidade das leis e regras de convívio vigentes na meio digital, através da implementação de uma maior fiscalização de discursos de ódio, misoginia e preconceito, em sites de relacionamento e redes sociais.É imprescindível, ainda que, haja uma conscientização da importância de denunciar tais atos e redes de amparo as vitimas, por meio de campanhas promovidas pelas próprias redes sociais, bem como por canais de televisão e rádio.