A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 04/12/2020

No decorrer da Guerra Fria, o conflito entre a União Soviética e os Estados Unidos incentivou pesquisas correlacionadas aos meios de comunicação, assim apresentando como resultado a criação da internet. Dessa forma, com o avanço da tecnologia as redes sociais tem se tornado cada vez mais um novo palco para a prática do cyberbullying e dos crimes ódio, assim tornando a internet uma nova vilã para indivíduos de todas as idades. Nesse viés, o quadro apresentado constitui uma realidade no século XXI, ocasionada pela: ausência de efetividade da lei, aliado à falta de informações sobre as consequências do crime de ódio na rede.

Sob esse prisma, a possibilidade de se esconder atrás de um perfil falso nas redes sociais e a certeza de que dificilmente sofrerá as consequências de seu preconceito e de seus atos errôneos, fortalece os casos de Cyberbullying e ataques de ódio. Assim, a ausência de efetividade das leis ajuda a cercear o direito da vítima que sofre a violência verbal, física ou psicológica, esse cerceamento infringe a Constituição Federal de 1888. Desta maneira, o indivíduo não tem a garantia do bem-estar e da convivência social adequada garantida em lei. Isso caracteriza um comportamento prejudicial para com o indivíduo, o qual sofrerá de traumas, transtornos psicológicos e físicos futuramente.

Em segunda análise, é necessário lembrar a ausência de informações sobre as consequências vindas do Cyberbullying. Muitos agressores creem que de fato é somente uma brincadeira e que não afeta emocionalmente ou fisicamente as vítimas da intimidação. Entretanto, essa implicância pode causar baixa autoestima e dificuldade de relacionamento, o ataque de ódio também afeta a saúde e leva ao desenvolvimento de doenças como a bulimia e a anorexia, além de ser um fator muitas vezes determinante na decisão de cometer suicídio. Por isso, é notório que a falta de conhecimento do quão prejudicial é essa forma de agressão afeta e agrega para o aumento de Cyberbullying e aumenta a falta de interesse dos responsáveis por não entenderem como isso afeta o menor.

Portanto, é necessário que os crimes de ódio e o cyberbullying na rede seja erradicado. É indispensável, assim, que o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Família e o Ministério da Segurança Pública estabeleçam estratégias que visem diminuir os impactos psicológicos na sociedade, por meio de terapias remotas e psicólogos especializados para ajudar o oprimido e a família, bem como a criação e divulgação de programas de orientação em plataformas digitais, a fim de aconselhar, ensinar, ajudar e reeducar as famílias brasileiras acerca da consequências e causas do preconceito no Brasil, além da efetivação das leis contra o cyberbullying. A partir dessas mudanças a sociedade brasileira avançará e haverá garantia dos direitos fundamentais aos cidadãos.