A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 03/12/2020
Diante de um mundo marcado pela competitividade e dualidade da guerra fria, o constante investimento em pesquisas relacionadas aos meios de comunicação tornou possível a criação da internet. Na sociedade atual, a internet é um dos pilares que sustenta o funcionamento do meio comunicativo. Além disso, é responsável por oferecer um vasto conhecimento de forma quase imediata. Contudo, esse avanço tecnológico também provocou maior facilidade para disseminação de ódio no ambiente virtual, que por trás do anonimato da rede, pessoas fazem desde comentários depreciativos, até exposição de conteúdo íntimos. Essa ação também é conhecida por cyberbullying e é ocasionado devido à inabilidade do controle desses crimes virtuais. Sob esse prisma, vale ressaltar a dificuldade em controlar essas ofensas ocorridas na rede. De acordo com os dados divulgados pela UNICEF, um em cada três jovens em 30 países já foram vítimas de bullying online. Isso ocorre em função da complexidade de manter o controle nas mídias sociais que, na maioria dos casos, é o lugar onde ocorre os insultos, vinculada ao alto número de casos mascarados por um certo anonimato que a rede proporciona. Dessa forma, moderadores e gerenciadores, que são pessoas contratadas pelas respectivas empresas para controlar conteúdo impróprio e manter a ordem na rede social, possuem o poder para, no máximo, banir a conta dos agressores, mas não conseguem, efetivamente, resolver o problema, devido a facilidade do agressor em simplesmente criar uma conta nova em sua rede social.
Podemos observar, ainda, que na frase “A violência, seja de qual maneira ela se manifesta, é sempre uma derrota.” Dita por Jean Sartre, é uma maneira do filósofo dizer que a violência, seja para o agressor ou a vítima, é sempre um prejuízo para as pessoas. Nesse sentido, a consequência psicológica para vítimas de cyberbullying são as piores, pois vão desde casos como depressão e isolamento social, como os mais graves, que são os suicídios.
Infere-se, portanto, a necessidade de medidas serem tomadas para impedir mais casos de violências na internet. Para tanto, é imprescindível que os órgãos de justiça especializados aos crimes virtuais invistam, especialmente, na contratação de mais profissionais de fiscalização, tendo como objetivo melhorar e facilitar o entendimento das vítimas. Por parte dos pais, é de responsabilidade deles monitorar as ações dos filhos na internet, como forma de intervir no momento que o jovem enfrenta um problema como esse. Além disso, vale o investimento da família em softwares de controle para país, a exemplo do “FamiSafe” que visa detectar possíveis casos de cyberbullying. Por fim, as mídias sociais, a intermédio de campanhas, deve alertar a todas as camadas da sociedade, a respeito dos perigos do cyberbullying para as vítimas e a forma certa de fazer a denúncia.