A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 04/12/2020
A internet surgiu em 1969, nos Estados Unidos, e tinha como objetivo interligar laboratórios de pesquisa. Nesse viés, no contexto contemporâneo globalizado, a rede oferece acesso de forma ágil às informações. Diante disso, a rede mundial de computadores interligados facilita a disseminação de crimes de ódio, que partem de comentários desdenhosos até o cyberbullying, que pode acarretar graves problemas psicológicos aos envolvidos.
Sob esse prisma, os crimes virtuais estão cada vez mais comuns, pois as pessoas cultivam a ideia de que o ambiente virtual é uma terra sem leis. Outrossim, o abuso sofrido pela vítima de bullying virtual é psicológico, pois a vítima tem sua imagem denegrida, sofre retaliação por alguma característica sua, e é exposta ao ridículo. Para o filósofo e escritor Nietzsche, o homem é o mais cruel de todos os animais, tendo em vista que, indivíduos usam de perfis falsos em suas redes sociais, para disseminar preconceito sobre orientação sexual, religião e raça. Sob essa ótica, pode-se observar o prejuízo causado na vida da vítima, uma vez que o agredido pode apresentar déficit de atenção, depressão, isolamento social, e em casos mais graves, o suicídio.
Para tanto, é indispensável que o Poder Legislativo elabore leis com punições mais severas aos agressores. Bem como cabe a família monitorar as redes sociais de seus filhos, e ensinem, de forma educativa a importância do respeito independente do âmbito social, e a mídia, por sua vez, elabore propagandas de conscientização sobre os danos causados por tais atos depreciativos e estimulo do respeito entre jovens e adolescentes em suas redes sociais. Desse modo, a sociedade avançará e haverá dignidade para todos.