A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 04/12/2020

Por inicio, é relevante mencionar o impasse da fiscalização das ofensas ocorridas no ambiente virtual. Conforme os dados divulgados pela Safernet, entre 2012 e 2014, o número de denúncias de cyberbullying aumentou 500%. Essas denúncias estão conectadas à complexidade de se eliminar todas as fontes de divulgação de materiais caluniosos devido à alta propagação de dados propiciada pela internet.

Com isso, o trabalho policial de contenção de tal avanço e de identificação dos infratores, quando eles se utilizam do anonimato, se torna demorado e, em alguns casos, ineficaz. Nesse cenário, gera-se uma constante sensação de impotência e de constrangimento sentida pelos indivíduos atacadas pelos insultos. Outrora crimes tal como foi visto na véspera da consciência negra, onde um homem negro foi espancado e morto, acabam sendo muitas vezes justificado no meio das redes sociais por pessoas que assumem uma posição racista.

Deve-se lembrar que a sociedade encontra-se em uma época em que a tecnologia está no mundo para atender ao homem não o contrário e justamente por essa visagem vê-se como as pessoas que são alvo de comentários de ódio acabam sendo escravos da rede.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para a resolução da problemática. Sendo assim, é imprescindível que governo federal dê um basta em todas essas atrocidades cometidas através da internet. Assim ampliando a fiscalização do que é publicado em sites e em redes sociais, desse modo, grande parte dos discursos de ódio estarão fora da visagem de pessoas já fragilizadas e longe de ser mais uma vez impulso para pessoas justificarem seus atos contra vida.