A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 04/12/2020

No filme “Carrie, a estranha”, é retratada a história de Carrie que tem um vídeo íntimo vazado na rede e começa a sofrer bullying e cyberbullying. Nesse viés, assim como a internet tem um lado bom, ela também tem um lado sombrio e acaba por causar danos psicológicos na vítima.

Sob esse prisma, é importante apontar a alusão ao caso de Julia Rebeca, ocorrido em 2011, em que ela tem um vídeo íntimo vazado e ao receber críticas na rede, acabou se suicidando. Destarte, assim como ela, muitos ao serem vítimas do cyberbullying, vêem o suicídio como a única saída.

Nesse contexto, de acordo com uma pesquisa do UNICEF, 36% das vítimas do cyberbullying afirmaram que evitaram voltar a escola após o ocorrido. Assim, o Brasil foi considerado o país com maior índice nesse quesito. Com efeito, mudar essa realidade é a medida que se impõe.

Urge, portanto, a mitigação do preconceito linguístico no Brasil. Para tanto, faz-se imprescindível que o Ministério da Educação em conjunto com a mídia social, implemente campanhas e eventos comunitários nas instituições de ensino com direito a transmissões ao vivo nas redes sociais. A partir dessas mudanças, a sociedade brasileira avançará e haverá a garantia dos direitos fundamentais aos cidadãos e dignidade para todos.