A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 04/12/2020

Na série “13 reasons why”, uma jovem comete suicídio, tendo como uma das razões um menino que divulgou na internet uma foto íntima dela para todos os alunos. Dessa forma, na conjuntura contemporânea a internet é usada para propagar o ódio e o cyberbullying em diversas ocasiões, o que a torna uma vilã pra uma parcela de pessoas. Nesse viés, o assunto apresentado constituí uma realidade no limiar do século XXI causadas pelos dificuldade de convivência, bem como perfis falsos.

Em primeira análise, o cybebullying é causado por uma dificuldade de convivência do agressor. Em defesa dessa assertiva, podemos ver que a maioria dos casos de bullying virtual é motivado por uma discurso de ódio que afeta a raça, sexualidade, gênero, cor e até mesmo a opinião alheia, que não agrada o opressor, já que o mesmo possui uma dificuldade de conviver socialmente e lidar com o novo e características ou ideias contrárias das suas. Desta maneira a vítima sofre e tem seu direito de bem-estar e liberdade de expressão negado, já que o opressor humilha, constrange, afeta negativamente e provoca desconforto social, o que leva o oprimido a ter problemas de psicológicos e até mesmo físicos como bulimia.

Em segunda análise, conforme os dados divulgados pela Safernet, o número de denúncias de cyberbullying aumentou 500%. Desse modo, milhares de pessoas são atacadas gratuitamente por perfis falso que propagam o ódio e o desprezo, onde por sua maioria não colocam fotos, nomes, endereços ou informações verdadeiras e por motivos de não se agradarem com forma que o outro vive, ou pela sua aparência, ou opinião insistem atacar o próximo. Assim, as consequências psicológicas são mais devastadoras, pois estão propensos à depressão, ao isolamento social e, em casos mais graves, ao suicídio. Dessa forma, é possível ressaltar que a violência no ambiente virtual provoca bloqueios no que tange ao convívio social da vítima.

Portanto, é necessário que o discurso de ódio e o cyberbullying sejam erradicados. É indispensável, assim, que o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Segurança Pública e o Ministério da Economia estabeleçam estratégias que visem diminuir os impactos psicológicos nos vítimas virtuais, por meio de terapias remotas e psicólogos especializados para ajudar a vítima e reparar os danos causados, bem como a criação e divulgação de programas de orientação nos veículos midiáticos e plataformas digitais, a fim de aconselhar, ensinar, ajudar e reeducar os futuros possíveis agressores acerca da consequências e das leis, além do cumprimento das leis, para que o opressor seja punido e sirva de exemplo. A partir dessas mudanças a sociedade brasileira avançará e haverá garantia dos direitos fundamentais aos cidadãos e dignidade a todos.