A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 08/12/2020

Com o advento da quarta Revolução Industrial, conhecida por suas inovações no campo técnico, científico e informacional, a internet alcançou destaque na promoção de relações sociais. Todavia, apesar de seus inúmeros benefícios, como facilitação de pesquisas e compras, tal veículo quando usado de maneira inconsequente pode acarretar em diversos malefícios. Destarte, o anonimato e a falta de denúncia corroboram para o número exorbitante de crimes cometidos nos domínios virtuais.

Diante desse exposto, destaca-se a falsa sensação de total liberdade que muitos usuários sentem online, como se nesse ambiente as leis não pudessem ser aplicadas, consequentemente qualquer delito que venham cometer não terá implicações jurídicas efetivas. Assim, muitos indivíduos praticam homofobia, xenofobia e outros tipos de discursos de ódio a minorias. Por exemplo,  Suéllen Rosim, a recente prefeita eleita de Bauru, São Paulo, em 2020, foi alvo de comentários racistas e ameaças de morte através de suas redes sociais.

Outrossim, o baixo nível de denúncias, auxilia para a manutenção das infrações realizadas nesse meio. Segundo o filósofo Pierre Bourdieu, em seu conceito de violência simbólica, não é necessário uma agressão física para se hostilizar alguém, a opressão pode vim do campo dos símbolos. Nessa situação, diariamente inúmeros brasileiros são objetos de ciber-bullying, seja através de insultos, calúnia, difamação etc. Por conse-quência, as vítimas podem desenvolver doenças psicoemocionais, como ansiedade, depressão e em casos graves, essas ações levam ao suicídio.

Portanto, a fim de desmitificar o anonimato e aumentar o número de denúncias, a Polícia Federal, o poder legislativo e o Ministério da Justiça, devem investir em ações que visem ao combate dos crimes cibernéticos. Assim, por intermédio da criação de mais delegacias especializadas, de leis mais rigorosas e de campanhas midiáticas, que alertem sobre os perigos online, será possível neutralizar esse grande problema contemporâneo. A fim de tornar o meio digital mais seguro e respeitoso.