A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 02/01/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o cyberbullying apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do avanço tecnológico, quanto do preconceito. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Sob esse viés, é fulcral pontuar que o cyberbullying deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, no setor tecnológico, algumas pessoas acabam por agir de má fé criando perfis falsos (fake). Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar o preconceito e a facilidade no viés tecnológico como promotor do problema. De acordo com a pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos revelou o Brasil como o segundo no ranking de cyberbullying no mundo. A pesquisa entrevistou mais de 20 mil pessoas, em 28 países e 24% dos cidadãos realizaram atividades consideradas cyberbullying. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o preconceito contribui para a perpetuação desse quadro deletério. Portanto, diante dos fatos relatados medidas são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira.

Dessarte, com o intuito de mitigar o cyberbullying, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério Público, será revertido em criação de leis como a Lei Carolina Dieckmann, para assim através de palestras em escola cada vez mais se torne do conhecimento geral essas leis para assim combater o cyberbullying. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do cyberbullying, e a coletividade alcançará a Utopia de More.