A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 23/03/2021
A Guerra Fria, foi um conflito que tinha como objetivo a hegemonia militar, política e econômica do mundo. Com isso, os militares desenvolveram uma forma de comunicação para garantir sua sobrevivência e, foi nesse período que a internet surgiu. Após seu surgimento, houve algumas modificações ao longo do tempo, por exemplo, atualmente a internet não é restritiva apenas aos militares e, sim uma forma de comunicação pública. Entretanto, essa forma de comunicação pode devastar muitos indivíduos através do discurso de ódio e o cyberbullying presente nessa comunidade digital. Por isso, é importante analisamos as principais causas e conseqüências desta problemática.
Nessa perspectiva, uma das principais razões para a existência do cyberbullying é a sociedade líquida que vivemos. Consoante ao sociólogo Zygmunt Bauman, vivemos em uma Era líquida, onde, as relações sociais são frágeis e maleáveis. Com isso, as pessoas não desenvolvem a empatia e acabam utilizando a internet com a intenção de prejudicar o outro indivíduo. Nesse contexto, é de suma importância que as crianças tenham acesso diário a informações de como combater essa violência virtual, entretanto, esta não é uma realidade na sociedade brasileira.
Somando a isso, a falta informação faz com milhares de pessoas sejam alvos dessa violência generalizada e, isso pode ocasionar severas conseqüências para a vítima. Desde da criação da internet nos anos 60, o seu principal objetivo é a comunicação entre vários indivíduos de diversas localidades. Entretanto, o mau manuseamento pode afetar um individuo de forma devastadora, ocasionado, desde da depressão até o suicídio. É importante ressaltar que muitas dessas vítimas, são crianças e adolescentes. E sem um acompanhamento profissional ou familiar, tais vítimas tem grande tendência a desenvolver algum transtorno psicológico e muitas das vezes irreversível.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Como solução, é preciso que as escolas, em parceria com a prefeitura, disponibilizem um espaço para rodas de conversa e debates sobre os malefícios da internet. E tais palestras devem contar com a presencia de professores e psicólogos. É valido ressaltar que essas palestras não devem se limitar apenas aos alunos e, sim serem disponíveis para toda a sociedade. A fim de que mais pessoas compreendam os riscos da comunidade virtual e, assim tornem mais atuantes na busca de resoluções.