A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 29/03/2021
Com o advento da Internet, durante a Guerra Fria, ampliou-se a divulgação de informações de forma móvel. Análogo a isso, a sociedade contemporânea dispõe de uma vasta rede de notícias, como também um espaço que auxilia na propagação de ódio contra minorias, ato conhecido como cyberbullying. Desse modo, os crimes virtuais constantemente causam danos no psicológico das vítimas, cujo efeitos são nefastos. Sendo assim, cabe citar a facilidade de acesso e o receio em denunciar, como fatores que influenciam essa problemática.
A princípio, é possível perceber que tais circunstâncias se devem ao fácil acesso à Internet e como a frequência do bullying virtual impacta no psicológico das vítimas. A respeito disso, a série “13 Reasons why”, retrata a história da personagem Hannah Backer que se suicida após sofrer uma longa jornada de bullying tanto físico como virtual. Entretanto, é evidente como a Internet se transformou acessível a maior parte dos jovens, bem como a dificuldade dos pais e professores no controle dos atos no meio eletrônico. Assim, a difusão do ódio contra grupos minoritários, devido ao pensamento arcaico de um padrão estereotipado causa consequência direta na saúde mental, com doenças como depressão e ansiedade. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Ademais, é fundamental apontar o medo de punição que os jovens sentem tanto dos pais como dos agressores, como o impulsionar dos crimes virtuais. Conforme, a afirmação da filósofa francesa Simone de Beauvoir, “O mais escandaloso dos escândalos é nos habituamos a eles”, pode ser facilmente aplicada ao cyberbullying, já que mais escandaloso do que a ocorrência desse problema é o fato da população se habituar a essa realidade, devido ao medo de que tais atos se perpetuem. No entanto, conclui-se que, a Internet é uma vilã na sociedade atual, visto que a falta de diálogo da família com os jovens pode influenciar negativamente para que os crimes de ódio prossigam, sendo de necessidade imediata a reversão do quadro.
Portanto, faz-se necessário desenvolver medidas para mitigar o assunto em questão. Dessa maneira, deve as Escolas, responsável por desenvolver as potencialidades dos indivíduos e capacitá-los como cidadãos, em parceria com a Família, elaborar campanhas, por meio de palestras e conversas socioeducativas, com objetivo de conscientizar os adolescentes sobre as consequências das atitudes no espaço virtual e auxiliar aos pais e professores em como proceder na presença da prática do cyberbullying. Além disso, deve a Mídia, por meios das redes sociais informar sobre os sites de ajuda e denúncia. A partir dessas ações, espera-se promover uma sociedade que utiliza Internet para atos benéficos e sem propagar o ódio.