A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 14/04/2021
A Guerra Fria, foi um conflito que tinha como objetivo a hegemonia militar, política e econômica do mundo. Com isso, os militares desenvolveram uma forma de comunicação para garantir sua sobrevivência e, foi nesse período, que a internet surgiu. Após seu surgimento, houve algumas modificações ao longo do tempo, por exemplo, atualmente a internet não é restritiva apenas aos militares e sim uma forma de comunicação pública. Entretanto, essa forma de interação pode devastar muitos indivíduos por meio dos discursos de ódio e o cyberbullying presente nessa comunidade digital. Por isso, é importante analisar as principais causas e conseqüências dessa problemática.
Nessa perspectiva, uma das principais razões para a existência do cyberbullying é a sociedade liquida. Consoante ao sociólogo Zygmunt Bauman, vivemos em uma era liquida, aonde, as relações sociais são frágeis e maleáveis. Com isso, as pessoas não desenvolvem a empatia e acabam utilizando a internet com a intenção de prejudicar o outro individuo. É de suma importância ressaltar que, qualquer pessoa pode ser vitima dessa atrocidade, entretanto, as crianças e os adolescentes são os mais fragilizados nessa problemática. Nesse contexto, é essencial que eles tenham acesso diário a informações de como combater essa violência virtual, todavia, esta não é uma realidade na sociedade brasileira.
Somando a isso, a falta de informação faz com milhares de pessoas sejam alvos dessa violência generalizada e, isso pode ocasionar severas consequências para a vitima. Após a criação da internet nos anos 60, o seu principal objetivo é a comunicação entre vários indivíduos de diversas localidades. Entretanto, o mal manuseamento pode afetar um indivíduo de forma devastadora, ocasionado, desde da depressão até o suicídio. Por essa razão, que as crianças e os adolescentes necessitam de um acompanhamento profissional para não serem vitimas dos malefícios da internet, uma vez que tais usuários são os que mais utilizam a comunidade digital. Entretanto, as escolas não oferecem profissionais para debaterem assuntos como esses e as vitimas tem grande tendência a desenvolver transtornos psicológicos e muitas vezes irreversível.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Como solução, é preciso que as escolas, em parceria com a prefeitura, promovam um espaço para rodas de conversa e debates sobre os malefícios da internet. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença dos professores e convidados especialistas no assunto. Além disso, tais eventos não devem se limitar aos alunos, mas ser abertos à comunidade, a fim de que mais pessoas compreendam questões relativas e se tornem cidadãos mais atuantes na busca de resoluções.