A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 23/04/2021
Os perigos virtuais
“As redes sociais são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha.”, como afirma o sociólogo Zygmunt Bauman, a internet pode ser um lugar perigoso. Diariamente, jovens ao redor do mundo sofrem com xingamentos e ameaças de todos os tipos, virtualmente. Essa perseguição virtual é conhecida como cyberbullying e tornou a internet em um lugar nocivo e prejudicial para muitos.
Indubtavelmente, esse novo tipo de bullying se dá em virtude das condições disponíveis na internet, principalmente, da ideia ilusória de que, virtualmente, não há regras. Ademais, os praticantes de tais atos escolhem o ambiente online, pois podem se esconder por trás das telas e perfis falsos, o que torna mais difícil o reconhecimento dos agressores.
Certamente, o cyberbullying se tornou um problema muito sério, pois afeta o psicológico dos que sofrem com tais atitudes. Essa prática pode levar à depressão ou até sucídio nos piores cenários. As crianças e adolescentes preferem sofrer calados, porque têm medo da retaliação que possam enfrentar caso contem a alguém.
Em suma, vê-se pertinente a intervenção parental para ensinarem às crianças e adolescentes a usarem as páginas online com cuidado e a compartilharem informações cautelosamente. Além disso, vê-se necessário a maior interferência das plataformas virtuais de compartilhamento de dados, para diminuir as mensagens agressivas publicadas, por meio de diretrizes da comunidade que possam auxiliar na filtragem do conteúdo disponibilizado ao público, assim como a plataforma de streaming YouTube, que remove a monetização e retira o conteúdo do ar, caso haja violação das regras. Conclui-se que essa é a única maneira de tentar tornar a internet mais segura e menos como uma “armadilha”, como afirma Bauman.