A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 26/04/2021

O surgimento da internet foi uma consequência dos avanços da globalização junto ao sistema capitalista neoliberal. Ela agilizou não só a compra e a venda, visando o lucro, mas também possibilitou que as notícias e informações possam ser passadas de forma instantânea. Essa nova tecnologia permite que as pessoas vivam em uma realidade paralela e ilusória, onde tudo é permitido com poucas punições, o que acaba resultando em ações perversas, como a violência e os crimes virtuais.

Os crimes virtuais são cada vez mais comuns porque as pessoas cultivam a sensação de que o ambiente tecnológico é uma terra sem leis. Por esse motivo, para muitas pessoas, se tornou mais fácil fazer comentários negativos sobre religião, etnias, raças, entre outros, já que as ofensas chegam ao outro de uma forma indireta e as consequências não são imediatas para quem pratica. O homem está banalizando cada vez mais o mal, sem se preocupar com as consequências de seus atos e aplaudindo ações e discursos de ódio.

Além disso, o número de crianças e adolescentes que estão se pronunciando a respeito de serem vítimas da cyberbulliyng não para de crescer. Essa forma de violência online começa por xingamentos feitos pela internet, redes sociais ou serviços de mensagens, e muitas vezes, avança para ameaças. As consequências são frustrações, isolamento e até casos de depressão e suicídio. De acordo com relatório divulgado pelo Instituto DQ (Digital Intelligent Quotient), 56% das crianças entre 8 e 12 anos estão expostas às ameaças digitais.

Conclui-se que os crimes e a violência via internet está presente na sociedade atual, o comportamento virtual precisa ser muito repensado e amadurecido por grande parte das pessoas. O mundo online deve exigir o mesmo respeito do mundo real, onde a perversidade não é aceita. O governo deve investir na educação digital, para que as crianças e adolescentes saibam usar de forma correta os aparelhos eletrônicos e a internet, além de incentivar e realizar campanhas de conscientização a respeito das denúncias que devem ser feitas e suas punições.