A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 26/04/2021

No livro “A galáxia da Internet”, de Manuel Castells, ele denota que a ‘internet’ modificou nosso modo de vida, abandonando os padrões anteriores de sociabilidade e comunicação. O autor defende em seu livro sob um ideal Baumaniano, a efemeridade das relações sociais e a semelhança da ‘internet’ a alguns dilemas atuais da sociedade, a volatilidade, assim como pode ser utilizada para informar pessoas de fatos longínguos, nos últimos anos acabou gerando efeitos negativos na sociedade tanto para adultos como crianças que sofrem com o aumento de crimes de ódio e difamação.

Em primeira análise, de acordo com um levantamento da polícia digital do estado de São Paulo, o “Cidadão digital”, apresenta segurança sobre seu anonimato, levando a realizar ações de cunho criminoso e agressivo acreditando que não será punido. Esse dado explica o crescente número de casos de assédio e difamações que são reportados diariamente na delegacia digital, porém, eles afirmam, que mais da metade dos casos não são aludidos e acarretam consequências severas a vítima. Desde depressão até mesmo o suicídio.

Em segunda análise, sob a ótica pedagógica, muitas crianças estão sendo afetadas por esse comportamento sádico de ódio gratuito nos meios digitais, possuindo efeitos futuros prejudiciais à sociedade. A importância desse assunto se embasa sobre a teoria do “Conhecimento Libertário”, de Paulo Freire, que além de afirmar que o oprimido se torna o opressor, gerando um ciclo de ódio, demonstra que a educação é a chave para acabar com essa situação.

Por todos esses aspectos, as escolas, como base principal e inicial da sociedade brasileira, através de projetos de interação social, precisa promover palestras públicas para divulgação desses assuntos, para que dessa forma, o tabu sobre o assunto seja derrubado e as crianças se tornem adultos conscientes de seus direitos e deveres como cidadão digital.