A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 09/05/2021
A internet foi responsável por diversos avanços na sociedade, permitindo maior contato entre os indivíduos e facilitando relações sociais, políticas e econômicas. No entanto, ela também teve consequências negativas, como o cyberbullying, que consiste no ataque que uma pessoa sofre no ambiente virtual. Tal problemática pode ser exemplificada pelo livro Veneno Digital, do autor Walcyr Carrasco, que conta a história de Camila, uma garota que sofreu difamação, ao ter montagens comprometedoras dela divulgadas nas redes sociais. Dentro desse contexto, há dois importantes fatores que devem ser levados em consideração: o anonimato de tais agressões e suas graves consequências para as vítimas.
Primeiramente, vale ressaltar que os agressores se aproveitam do anonimato da internet para atacar covardemente uma pessoa e escapar da punição. Na série Pretty Little Liars, quatro amigas sofrem uma constante perseguição digital, realizada por uma pessoa anônima que se identifica como “A” e ameaça expor os segredos delas, caso elas contem para alguém o que está acontecendo. Esse exemplo demonstra a gravidade do cyberbullying, já que o ofensor pode direcionar ameaças à vítima, como espalhar algo íntimo ou machucar sua família, para evitar que ela denuncie as agressões. Consequentemente, os “bullies” ficam impunes e as pessoas que são atacadas precisam lidar com a situação caladas, o que aumenta ainda mais o sofrimento delas.
Além disso, é importante salientar que o cyberbullying traz graves consequências para as vítimas. Na série 13 Reasons Why, da Netflix, a personagem Hannah Baker sai em um encontro com um garoto popular de sua escola. Ele secretamente tira uma foto íntima dela e no dia seguinte, a imagem circula por todos os seus colegas e ela passa a ser assediada e a sofrer bullying. Por esse e outros motivos, posteriormente, Hannah suicida. Analogamente, pessoas que sofrem difamações tendem a desenvolver problemas psicológicos, como ansiedade e depressão, o que pode levar ao suicídio. Quando essas agressões ocorrem na internet, o alcance é muito maior, tomando proporções inimagináveis e potencializando a dor dos ofendidos.
Torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para reduzir os ataques no espaço digital. Para isso, é necessário que o Ministério da Educação realize campanhas de conscientização sobre as graves consequências do cyberbullying na vida das vítimas. Esse projeto pode ser implementado por meio de palestras nas escolas, realizadas por psicólogos qualificados, com o objetivo de ensinar os alunos a respeitarem o próximo e usarem as redes sociais com responsabilidade. Dessa forma, a internet se tornará um espaço de interação mais saudável para seus usuários.