A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 22/06/2021

O cyberbullying vem sendo um problema recorrente, que se agrava cada vez mais pelo mundo, atualmente o Brasil detém o posto de segundo país com maior índice de bullying virtual. 30% do pais e responsáveis afirmam que seus filhos já tiveram algum tipo de contato com o bullying virtual. Com a maior influência da internet na vida dos jovens mais pessoas se aproveitaram dessa brecha para utilizá-la de maneira maldosa, na prática de xingamentos ofensivos e ameaças

A falta de acompanhamento familiar nos aparelhos eletrônicos é um dos principais fatores para que o cyberbullying se alastre, tendo em consideração que os praticantes não serão punidos por tais atos e o receptor continuará a ter sua saúde em risco. O desafio da balei azul provou tal ausência já que os jovens faziam desafios mandados por anônimos onde começavam leves e terminavam na retirada da própria vida.

A internet nos dias atuais tomou o papel de terra de ninguém, embora existam a Lei do Marco Civil, que impõe direitos e deveres para quem usa a internet e a lei Carolina Dieckmann, para quem invade o celular ou computador alheio, a justiça encontra muita dificuldade para caracterizar os crimes que ultrapassam os limites previstos, muito disso se deve a falta de delegacias que tratam de crimes virtuais que acabam por demorar muito para ter um solução.

Para que haja uma redução nos casos de cyberbullying é necessário que se reformule as leis contra o mesmo, tornando as mais punitivas, é necessário que as escolas além de avisar os pais para aumentar o acompanhamento nas redes, também insiram com apoio do Ministério da Educação uma disciplina responsável por debater com os alunos sobre temas pouco citados como violência e ameaças sociais, outro ponto bastente importante é o aumento das delegacias para crimes digitais que seria feito com o apoio do Ministério da Justiça e o Governo Federal, na tentativa de intimidar o praticante colocando uma punição severa, somente assim a vida real não fará tantas vítimas de cyberbullying quanto séries como Black Mirror