A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede
Enviada em 29/07/2021
No filme norte-americano “Cyberbullying”, a personagem Taylor começa a sofrer ataques através das suas redes sociais, ocasionando problemas na sua saúde física e, principalmente, mental. Análogo à ficção, no Brasil, houve um aumento da violência digital: crimes de ódio e cyberbullying. Logo, tal problema, motivado pela banalização desses delitos e pela impunidade dos criminosos, deve ser resolvido.
Primeiramente, por ocorrem aproximadamente 50 crimes cibernéticos por minuto no país -segundo dados da Symatec, houve uma normalização dessas infrações nas redes. Além disso, apesar de existirem medidas preventivas nas plataformas, como o sistema de criptografia no Whatsapp e a possibilidade de denúncia de perfis e comentários ofensivos no Instagram e Twitter, elas ainda são insuficientes e não evitam totalmente a vulnerabilidade dos usuários, assim, observa-se recorrentemente a violação de danos morais e da privacidade dos indivíduos.
Ademais, salienta-se a impunidade dos criminosos como mais uma das causas da permanência da problemática. Em 2020, a cantora Ludmilla sofreu ataques racistas da blogueira Rainha Matos e perdeu o processo judicial pois o juiz alegou direito de liberdade de expressão da influenciadora. Diversos casos como esse ocorrem diariamente no mundo virtual e, seja pela isenção dos crimes ou pelo anonimato possível nesse meio, o que dificulta as investigações e, consequentemente, a condenação, corroboram com o título de “terra sem lei” da internet.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas. O Ministério da Justiça e Segurança Pública deve criar mais delegacias especializadas em crimes cibernéticos, por meio de investimentos diretos nas construções delas, pelo menos nas capitais de todos os estados brasileiros, e em equipamentos e profissionais qualificados para os casos virtuais, com o objetivo de democratizar e incentivar a população a realizar denúncias contra os agressores e aumentar as chances dos casos serem solucionados, garantindo a segurança e o bem estar das vítimas. As prefeituras, também, devem construir clínicas de apoio psicológico, visando dar suporte às pessoas que sofrem ou já sofreram com esse mal, evitando danos como o da protagonista da ficção americana.